O homem investigado por integrar uma quadrilha que vendia anabolizantes e medicamentos falsos em Curitiba foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Ele havia sido preso na última quinta-feira (12), na capital paranaense, após uma mulher passar mal ao ingerir um suposto medicamento falso e denunciar o caso à polícia.

De acordo com a denúncia, o suspeito é apontado como um dos responsáveis pela distribuição irregular dos produtos. Ele foi denunciado por extorsão e venda de produtos ilegais para a saúde, e deve permanecer preso preventivamente.
Uma operação policial realizada na residência do suspeito encontrou anabolizantes e remédios para emagrecer proibidos ou sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a quadrilha comprava os medicamentos ilegais no Paraguai e vendia em Curitiba.
Suspeito de vender medicamentos falsos em Curitiba teria ameaçado mulher que comprou produto
As investigações tiveram início após a denúncia de uma mulher, que teria passado mal ao ingerir um dos medicamentos. Ao confrontar o suspeito, a vítima afirmou ter sido ameaçada.
“Esse indivíduo me vendeu um produto que eu imagino que seja falsificado, já que eu passei muito mal, com sintomas parecidos com os de uma infecção intestinal. Não paguei o valor total do produto, descobri que ele conseguiu o telefone da minha filha e passou a ameaçar a minha família. Por isso, procurei a delegacia”
disse a mulher, que preferiu não se identificar.
A partir da denúncia, a PCPR identificou a atuação do grupo e prendeu três suspeitos. Com a denúncia formal apresentada pelo MPPR, o caso segue agora para a fase judicial.
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O que diz a defesa
Em nota, o advogado Jean Campos, responsável pela defesa do suspeito, afirma que a denúncia do Ministério Público não condiz com os fatos e que medidas serão tomadas para comprovar a inocência do investigado. Leia a nota completa:
“A defesa do investigado esclarece que a denúncia divulgada não reflete a realidade dos fatos.
O caso ainda está em apuração e há pontos relevantes que não foram devidamente esclarecidos, inclusive quanto à versão apresentada pela suposta vítima, que será rigorosamente verificada no curso do processo.
A defesa adotará todas as medidas cabíveis para demonstrar a inconsistência das acusações.”.
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