A morte de Franciele Gusso Rigoni, de 35 anos, mobiliza o trabalho de investigadores da Polícia Civil de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ela foi encontrada morta dentro do próprio carro, na noite de quarta-feira (31), e segundo a polícia, muitas dúvidas precisam ser esclarecidas, mas as principais, neste momento, são sobre a dinâmica do crime. O delegado responsável pela investigação ainda não fala sobre os suspeitos.

Conforme contou a PM, o marido disse que foi deixado em um mercado e o combinado era que ela voltaria para buscá-lo. Como não voltou, ele estranhou a demora, rastreou o veículo e informou a polícia, que encontrou Franciele morta dentro do carro parado na Av. Papa Calixto II, no Jardim Guarani.
O delegado Herculano Augusto de Abreu, responsável pelas investigações, disse que o que a polícia tem até o momento é isso.
“Os policiais encontraram o corpo dentro do carro e ali começou a investigação. Foram atrás de câmeras de segurança, testemunhas, foi chamada a perícia, Criminalística, Instituto de Identificação para colheita de material para fazer os exames”.
disse o delegado Herculano Augusto de Abreu, responsável pelas investigações
Assim como na noite de quarta-feira, no local do crime, o marido de Franciele também esteve na delegacia na manhã desta quinta-feira (1º), mas apenas para procedimentos comuns em casos de morte.
“O marido veio para procedimento de praxe, que é pegar a guia para poder liberar o corpo”.
comentou o delegado Herculano Augusto de Abreu

Investigação
Segundo o delegado, a polícia depende dos resultados de todos os exames que foram feitos, até mesmo para entender possíveis dúvidas que restam, mas que não podem ser ditas neste momento.
“Se eu for falar qualquer coisa com relação a juízo de valor sobre que tipo de crime aconteceu, se foi homicídio, feminicídio, latrocínio, é muito prematuro, isso pode atrapalhar a investigação”.
alertou o delegado Herculano Augusto de Abreu, responsável pelas investigações
Entre as dúvidas que pairam, os investigadores querem entender como foi o crime: que horas aconteceu e se Franciele foi morta dentro ou fora do carro, por exemplo.
“Isso a perícia vai nos dizer, até pelo tipo de ferimento que ela tem, mas a perícia vai esclarecer”.
disse o delegado Herculano Augusto de Abreu, responsável pelas investigações

Apuração
No local do crime, houve a informação de que pertences da mulher foram furtados. Isso abriria possibilidade de entendimento de que o crime se tratava de um latrocínio (roubo com morte), o que é uma linha de investigação, mas a polícia não descarta nada.
“Nós estamos apurando tudo isso, porque não sabemos exatamente o que estava com ela, então os policiais estão averiguando tudo isso primeiro”.
concluiu o delegado Herculano Augusto de Abreu
O casal morava na região do Alphaville, em Pinhais, também na RMC. Segundo o que foi informado no local do crime pela PM, olhando o histórico do casal, nada que pudesse indicar alguma suspeita sobre o relacionamento foi encontrado, mas havia um boletim de ocorrência (BO) de sequestro recente. Isso tudo deve ser revisitado pela Polícia Civil com as investigações.
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