O marido que foi preso, na tarde de quarta-feira (6), em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba, acusado de agredir e fazer a esposa perder o bebê teria usado uma barra de ferro no crime. A informação é do policial militar Romulo Sales de Araújo, da patrulha Maria da Penha de Araucária, que atendeu o caso de violência doméstica no último dia 27 de fevereiro.
De acordo com o PM, o suspeito seria um homem “muito perigoso, meio maníaco, maluco, desequilibrado”.
“Ele é um cara dissimulado, precisa de tratamento e ficar preso. A próxima mulher que esse cara se relacionar com certeza será vítima de violência. Ele não pode ficar solto. É perigoso, violento, tem um histórico de desequilíbrio mental”, afirmou Araújo à Banda B.
Após as agressões, a mulher foi levada ao Hospital do Trabalhador, onde ficou internada. Ela estava grávida de 36 semanas. A equipe da patrulha Maria da Penha recebeu a denúncia do ocorrido durante uma palestra sobre violência doméstica e, diante da gravidade e urgência, foi até o local para apurar melhor as circunstâncias do caso.
“Segundo os médicos, o bebê tinha todas as condições de vida se a mulher não tivesse sido violentada. Conversando com ela, percebi que ela estava em um cárcere psicológico e não denunciou ele pelos motivos dela, tinha medo desse cara. Ela falou que foi estuprada, o cara bateu nela com barra de ferro, pulou na barriga dela, ela sofria com ele fazia 1 ano e meio. A mulher relatou ainda que estava sentindo o bebê antes dessa última agressão e que depois parou de sentir”, disse o policial.
A equipe policial foi quem registrou o boletim de ocorrência. Após o relato da vítima, os policiais encontraram o marido no trabalho dele.
Segundo a Polícia Civil, o homem não ofereceu resistência à prisão. Ele pode ser indiciado pelos crimes de ameaça, injuria e dano emocional, todos cometidos em âmbito doméstico.
Importante!
A Polícia Civil lembra que a população pode auxiliar com informações sobre violência doméstica, com a garantia de anonimato, por meio do número 3608-7215 (WhatsApp), Disque-Denúncia 181 ou pelo Disque-Emergência 197.