O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta segunda-feira (2) o homem, de 33 anos, suspeito de invadir um convento, estuprar e matar a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, em Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. O crime aconteceu no último dia 21, e o suspeito permanece preso.

Na denúncia oferecida, o Ministério Público sustenta que o homem praticou violação de domicílio, estupro com resultado em lesão corporal de natureza grave, feminicídio e resistência à abordagem policial.

Foto mostra a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, posando para foto enquanto segura buquê de flores
A freira Nadia Gavanski, de 82 anos, dedicou 55 anos á religião antes de ser assassinada em Ivaí – Foto: Reprodução/Redes sociais

O órgão também aponta as qualificadoras de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A Promotoria destaca ainda a agravante de o crime ter sido cometido contra pessoa idosa.

“O Ministério Público também imputa a ele a conduta de feminicídio, uma vez que teria demonstrado evidente menosprezo e discriminação à condição de vida da mulher, prevalecendo-se da vulnerabilidade da vítima em razão de sua idade e gênero”, explicou a promotora de Justiça Priscila dos Reis Braga.

Agora, o Judiciário deverá decidir pelo recebimento da acusação e a abertura da ação penal. O suspeito ainda não tem defesa constituída.

Suspeito havia deixado a prisão 2 meses antes de matar freira

O homem suspeito de estuprar e matar a freira Nadia Gavanski havia deixado a prisão cerca de dois meses antes do crime. Além disso, de acordo com o delegado Hugo Santos Fonseca, responsável pela investigação, ele havia sido preso no dia 28 de dezembro do ano passado pelo crime de furto. Ele permaneceu preso durante dois dias. A liberdade foi concedida no dia 30 daquele mês.

A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da freira na sexta-feira (27) e o indiciou por quatro crimes: homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada. A identidade dele não foi revelada. O delegado afirmou que o indiciamento por homicídio qualificado considera o “emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e o fato de ela ser maior de 60 anos e possuir deficiência”.

Segundo a corporação, o crime foi caracterizado por “extrema violência física e sexual”. Se condenado por todos os crimes, o investigado pode enfrentar mais de 50 anos de reclusão em regime fechado.

As provas reunidas no inquérito incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue encontrado nas roupas do investigado. Segundo a apuração, a vítima tinha limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC anterior.

Freira foi morta dentro de convento no Paraná

A freira Nadia Gavanski foi assassinada pelo suspeito no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, após ele pular o muro e invadir o local perto do meio-dia. Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.

Logo após o crime, uma testemunha que estava no convento gravou um vídeo conversando com o suspeito. Ele foi identificado pela polícia por meio das imagens registradas por ela e preso em casa, após agredir policiais militares.

Em depoimento à polícia, ele afirmou que estava sob efeito de drogas no momento do crime e que “vozes” ordenaram que ele matasse alguém.

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