Um jovem, identificado como Vitor Gabriel Dutra, técnico em refrigeração, relata que foi vítima de suposta injúria racial e agressões enquanto estava parado em uma rua no bairro Cajuru, em Curitiba, na tarde do último sábado (4). Entretanto, familiares do agressor rebatem a versão e citam confusão por som alto, iniciada pela vítima.

Segundo Vitor, a briga começou ‘do nada’. Ele foi agredido com um cadeado que estava na mão de um dos homens responsáveis por parte da violência e precisou de nove pontos na cabeça, sendo cinco na testa e quatro na nuca. As informações são da Ric RECORD.
“Ele chegou e falou que eu estava encarando e dando risada da cara dele, sendo que eu estava de costas. Não tinha motivo pra ele vir me bater. Nisso que ele veio me bater, eu consegui me evadir. Ele me segurou e o irmão dele me deu umas cadeadas na minha cabeça”
explica Vitor.
Testemunhas confirmam versão de jovem sobre injúria racial em Curitiba
De acordo com Sandra Rangel Silveira, moradora da região que administra um projeto social do qual Vitor é voluntário, um dos suspeitos ainda teria se referido à vítima como ‘seu preto’.
“Vitor estava de costas pra rua e as pessoas vieram. Sempre se referindo a ele como ‘seu preto’. Vitor fica o tempo todo tentando recuar e ele continua. Ele pega o Vitor pelo cabelo e derruba”
afirma a testemunha.
No momento das agressões, Sandra estava com a filha Camila Rangel, que também presenciou a violência na rua. Camila afirma que o agressor teria ameaçado a vítima de morte e também ‘partiu para cima’ de Sandra.
“O tempo todo fazendo ameaças de morte em relação ao Vitor. Ele se botou em cima da minha mãe, uma senhora de quase 65 anos. Me coloquei na frente da minha mãe e ele partiu pra cima de mim”
relata.
Familiares do agressor nega injúria racial
Por outro lado, familiares do agressor negam que a confusão aconteceu por injúria racial. Eles afirmam que Vitor teria atravessado a rua e andado até a frente da casa do homem para reclamar do som alto.
Um dos envolvidos na violência foi preso, mas já está em liberdade após audiência de custódia, por determinação judicial. Em depoimento, o agressor confessou que bateu em Vitor, mas negou que a briga tenha sido por racismo.
“Ele pode bater em qualquer um mesmo e está tudo bem? Só por causa da cor da pele, porque estava mal vestido?”
questiona Vitor.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná.
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