Uma denúncia grave ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias em Cascavel, no Oeste do Paraná. Uma jovem afirmou ter sido vítima de abusos cometidos por um artista de rua conhecido por se apresentar como palhaço na cidade. No vídeo publicado, ela relata que os fatos teriam ocorrido quando tinha 5 anos e diz que decidiu tornar a história pública após o investigado também se manifestar sobre o caso.
As informações foram publicadas pelo portal CGN, parceiro da Banda B. No desabafo, a jovem afirma que foi tocada de forma indevida ainda na infância e acusa o homem de ter se aproveitado da sua vulnerabilidade.
Segundo o relato, os abusos teriam deixado marcas profundas, gerando traumas, insegurança constante e um quadro de depressão que se estende até os dias atuais.
“Eu era apenas uma criança inocente que não sabia de nada. Você mexeu comigo, mexeu com meu corpo. Eu entrei em depressão, sou insegura até hoje por culpa sua, não sou feliz por culpa sua”
disse a jovem.
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Ainda conforme a denunciante, na época em que os fatos vieram à tona, ela chegou a procurar as autoridades. No entanto, afirma que o caso não teve o desfecho esperado. De acordo com o relato, teriam sido prometidos exames e procedimentos que, segundo ela, não foram realizados naquele momento.
No vídeo, a jovem também rebate a versão apresentada pelo investigado, que nega as acusações. Ela afirma que pretende buscar novamente a Justiça, questiona o fato de o homem responder em liberdade e cobra uma apuração rigorosa dos fatos.

Investigações
O caso corre sob segredo de Justiça. O inquérito policial envolvendo o artista de rua foi concluído recentemente pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (NUCRIA) da Polícia Civil do Paraná e encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) e ao Poder Judiciário, que agora irão analisar o material para decidir os próximos passos do processo.
A Polícia Civil reforça que denúncias de crimes contra crianças e adolescentes podem ser feitas de forma anônima pelos telefones do NUCRIA, Disque 100 ou Disque 181, e destaca a importância de que vítimas e testemunhas procurem ajuda para que situações semelhantes sejam investigadas.