A defesa do influenciador Guilherme França afirmou que houve truculência por parte da Polícia Militar durante uma ação ocorrida no bairro São Judas Tadeu, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O caso aconteceu no último domingo, durante um evento promovido pelo influenciador, que terminou em confusão generalizada e pancadaria. As informações e entrevistas são do repórter Tiago Silva, da Ric RECORD.

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Foto: Reprodução/ Ric RECORD

Segundo o advogado Jackson Bahls, Guilherme França não cometeu crime algum. A defesa sustenta que o influenciador apenas divulga rifas e participa da entrega de prêmios, sem ser o responsável legal pelos sorteios.

“São rifas que sequer têm registro em nome dele. Ele é alguém que influencia as pessoas a adquirirem um bilhete e depois ele vai entregar o prêmio”, afirmou o advogado.

Guilherme França já foi investigado anteriormente e chegou a responder a um processo por estelionato. Por determinação da Justiça, ele foi proibido de fazer propaganda de jogos de azar. Atualmente, segundo a defesa, sua atuação se limita à divulgação de rifas promovidas por terceiros.

Polícia Militar nega excesso em confusão

A Polícia Militar, por outro lado, nega excesso e afirma que a intervenção ocorreu devido a diversas irregularidades. De acordo com a PM, os vídeos divulgados nas redes sociais estariam editados e não retratariam fielmente a situação encontrada no local. As ruas do bairro estariam fechadas de forma irregular e havia risco à segurança pública.

“O solicitante que ligou para o 190 acionou às 16h. Segundo ele, o evento estava acontecendo desde o meio-dia. São mais de quatro horas, diversas pessoas reunidas, via fechada, indivíduos dando grau e colocando pessoas em risco”, explicou o tenente Almeida.

Ainda conforme a Polícia Militar, os policiais foram ameaçados e agredidos durante a ação. “Os indivíduos que estavam cometendo infrações de trânsito foram notificados, uma motocicleta foi recolhida e um indivíduo foi conduzido por desacato. A polícia utilizou apenas a força necessária e moderada”, afirmou o oficial.

A defesa contesta essa versão e afirma que a abordagem foi desproporcional. “Como você entra com uma quantidade de populares daquela forma, parece uma briga de rua. Spray de pimenta no rosto de uma mulher grávida. A polícia estava ali para oprimir aquela população que estava feliz”, declarou o advogado.

O tenente Almeida reforçou que eventos não são proibidos, mas precisam seguir regras. “Que fique claro, não é proibido realizar certos eventos, mas tem que ser em local apropriado e com certa segurança à população”, completou.

Apesar de toda a confusão, o influenciador conseguiu realizar a entrega do prêmio prometido e ainda chamou atenção ao lançar cerca de R$ 5 mil em dinheiro para o alto, em meio à multidão, o que gerou ainda mais aglomeração no local.

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