O Instituto Água e Terra (IAT) fechou uma trilha clandestina que servia de rota ilegal para o Parque Estadual Pico Paraná. A passagem irregular funcionava em um terreno lindeiro à Unidade de Conservação (UC), entre Campina Grande do Sul e Antonina, colocando visitantes em risco.

O proprietário da área onde funcionava o acesso clandestino não saiu impune. Ele recebeu três Autos de Infração Ambiental (AIAs) que totalizam R$ 23 mil. As autuações ocorreram pelos crimes de facilitar o acesso ao parque por trilha irregular, desrespeitar o embargo da trilha e dificultar a fiscalização.
IAT fechou trilha para Pico Paraná durante força-tarefa
Além de multar o responsável, a equipe também bloqueou o acesso clandestino e instalou placas de sinalização para reforçar a indicação das entradas corretas do parque. A passagem ilegal foi identificada durante uma força-tarefa coordenada pelo órgão ambiental que fiscalizou, entre os dias 24 e 31 de março, diferentes UCs do Estado.
“Vamos intensificar, ao longo deste ano, a fiscalização dentro e no entorno das Unidades de Conservação do Paraná. O foco é orientar os turistas para que não sejam induzidos ao erro, como nesse caso da trilha ilegal ao Pico Paraná”
afirma o coordenador da força-tarefa e chefe do escritório regional do IAT em Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto.
Essa não é uma ação isolada. Apenas no mês passado, 15 pessoas foram multadas por invadir o parque através de caminhos proibidos. Durante o Carnaval, uma ação conjunta do Corpo de Bombeiros e Polícia Ambiental orientou mais de 300 visitantes sobre a importância da segurança nas montanhas.
Segurança na montanha é essencial
Com um crescimento de 93,7% nas visitações nos últimos cinco anos, o Pico Paraná exige responsabilidade. Para evitar multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil, os turistas devem seguir o protocolo obrigatório: preenchimento do cadastro em uma base do IAT na Unidade de Conservação.
Dados pessoais, telefone, contatos de emergência e horário de início da visita são algumas informações que precisam ser comunicadas.
Além disso, também é preciso informar sobre o estado de saúde, preparo físico, apresentar comprovação de experiência em ambientes montanhosos e possuir equipamentos de segurança como lanternas, apitos e pilhas.
Depois, na saída, os turistas precisam retornar à base para “fechar” a ficha, concluindo o processo. O descumprimento dessas normas, conforme o decreto federal 6.514/2008, não apenas gera punição, mas também impede o resgate ágil em casos de acidentes.
Pico Paraná: preciosidade da natureza
O Parque Estadual Pico Paraná protege um ecossistema valioso com 1.877,39 metros de altitude. O local é o refúgio de espécies ameaçadas de extinção como a onça-pintada e a suçuarana, além de uma flora exuberante composta por cedros e orquídeas.
A Unidade de Conservação permanece aberta todos os dias com atendimento 24 horas, desde que acessada pelas vias legais e seguras.
Jovem desapareceu no Pico Paraná
No começo deste ano, na manhã de 1º de janeiro, o jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, desapareceu no Pico Paraná em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Roberto ficou cinco dias sem dar notícias, mas foi encontrado com vida, ao aparecer andando em uma área e ser resgatado. Ele se perdeu na descida da montanha, após passar o Réveillon no cume.
“Na verdade, ele chegou sozinho no Cacatu. São 20 quilômetros, um local difícil. Estava dentro da nossa área de buscas campeadas, mas estávamos concentrando aqui em cima. Felizmente, ele desceu as encostas e estava andando nesses dias todas”
disse o coronel Gabriel, do Gost (Grupo de Operações de Socorro Tático), à Banda B.
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