Por Elizangela Jubanski e Daniela Sevieri

Triplo homicídio aconteceu por volta das 22h. Foto: DS/Banda B

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga um triplo homicídio que aconteceu no fim da noite desta sexta-feira (4), em Curitiba. Os passageiros de um Voyage, de cor preta, Aline Gabriele Chagas, 17 anos, Bruno Justino Ribeiro, 24 anos, e o motorista identificado como Adelino Pereira Ramos, de 45 anos, foram mortos por diversos disparos de arma de fogo. Investigações apontam que a garota vendia roupas e tinha aceitado carona do amigo Bruno, que estaria com Adelino. Não há informações certas sobre quem seria o alvo dos disparos. No entanto, apenas Adelino tinha passagem pela polícia.

O crime aconteceu  nas esquina das ruas Pero Vaz de Caminha com Joaquim Pinto de Souza, no Moradias Laguna, no bairro Tatuquara. Duas pessoas armadas desembarcaram de um Honda Civic, de cor prata, e cercaram o Voyage das vítimas. De acordo com a delegada da DHPP, Sabrina Alexandrino, o carro foi atingido com mais de trinta tiros.

“Assim que chegamos constatamos no local do crime que havia três mortos, dois homens e uma mulher, já mortos alvejados por diversos disparos de arma de fogo, calibre 9 milímetros, conforme apurado por perícia preliminar, pode ser que tenham mais calibres. Tranquilamente, posso dizer que foram mais de vinte tiros, entre trinta e quarenta, já que vinte estojos encontramos no chão”, descreveu.

A polícia não soube precisar qual dos três, ou se o trio seria o alvo, porque havia muito ferimento em todas as vítimas. “Vamos levantar agora sobre a vida pregressa dos três, se tinham antecedentes criminais ou algo assim. Imagens de câmeras e depoimento dos familiares também serão importantes”, contou a delegada.

O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foi acionado, mas os três morreram na hora.”Chegamos rapidamente, mas já constatamos a morte dos três. No banco dianteiro tinham dois homens e no de trás estava a garota. O carro está totalmente crivado de bala”, finalizou o sargento Cleverson, do Siate.

Segundo testemunhas, Adelino seria conhecido por ter envolvimento com o crime na região, mas a polícia não confirmou a versão. A adolescente de 17 anos seria amiga de Bruno. A DHPP ouve familiares e analisa câmeras de segurança para conseguir identificar os criminosos. Qualquer informação que possa ajudar a DHPP no caso pode ser passada no telefone: 0800-6431-121