Foragido há 11 anos por ajudar funcionária de posto de combustíveis a planejar assalto e ‘atirar de propósito’ é preso

Na ação, balconista e suposta vítima do tiro teria planejado a ação criminosa, com o intuito de pedir uma indenização trabalhista

Lucas Sarzi e Djalma Malaquias

Um homem foragido por ajudar a arquitetar um roubo a um posto de combustível foi preso nesta quarta-feira (3) em casa, no bairro Cajuru, em Curitiba. O roubo, que, segundo a polícia, foi planejado por uma das funcionárias que estava grávida e queria conseguir indenização, ocorreu em 2007. O homem estava foragido desde 2013, quando foi condenado. 

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Foto: Pixabay/Ilustrativa.

As investigações apuraram que o indivíduo seria o coautor do crime, no qual a balconista e suposta vítima de um disparo de arma de fogo, teria planejado a ação criminosa, com o intuito de pedir uma indenização trabalhista tendo em vista as lesões sofridas no referido assalto.

De acordo com a delegada Vanessa Cristina, a mulher estaria grávida de 5 meses e teria participado da ação criminosa fornecendo informações a respeito dos valores existentes no cofre do posto, bem como teria se oferecido para ser atingida por um disparo de arma de fogo.

O objetivo, além de dividir o montante dos R$ 60 mil levados do posto, era pleitear uma indenização de R$ 150 mil à empresa, pelo risco de morte que correu com a filha ainda no ventre.

“Os três assaltantes teriam inclusive “acertado” que o tiro deveria ser dado de raspão, na barriga, contudo as imagens das câmeras de segurança deixaram evidente que o autor que realizou o disparo já estaria evadindo-se do local, retornando apenas para realizar o disparo combinado no referido plano”

disse a delegada Vanessa Cristina.

Conforme apurado, ela negou a participação no crime, mas posteriormente o advogado de um dos suspeitos trouxe diversas gravações de conversas telefônicas que apontavam que ela participou da ação. 

“Levaram o cofre e um computador,mas não o que armazenava as imagens do circuito interno do posto, aí que acabaram sendo identificados. Após o nascimento da bebê, filha da Patrícia, teria ocorrido um contato telefônico entre ela e um dos suspeitos, em que eles teriam entrado no mérito do acordo do disparo e foi aí que acabou vinculando a Patrícia como mentora do crime. Ele é um dos três indivíduos que praticou o roubo”

detalhou a delegada.

Foragido monitorado

A mulher e os outros dois indivíduos foram capturados. Ela foi indiciada pelos crimes de roubo e formação de quadrilha. O quarto indivíduo foragido foi condenado pela justiça no ano de 2020 a uma pena de 8 anos e sete meses. 

Apesar disso, desde 2013, o réu possuía contra si um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido durante a instrução criminal. O que ele não imaginava, é que ele acabou sendo encontrado e estava sendo monitorado. 

“Ele vinha sendo monitorado, ontem fizeram campana e sabiam mais ou menos com o que ele estava trabalhando. No retorno dele para a casa, após horário de trabalho dele, os policiais deram voz de prisão para ele. Não apresentou resistência, nem nada”

concluiu a delegada Vanessa Cristina.

O condenado, que trabalhava atualmente como construtor autônomo, foi encaminhado ao Sistema Prisional.

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