Motociclista (atirador) conversou com o motorista de um carro antes do crime. (Foto: Reprodução)

A jovem Erica Carvalho, de dezoito anos, que hoje mora na pequena cidade de Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, entrou em contato com a Rádio Banda B nesta terça-feira (22) para pedir justiça pela morte de sua mãe, a diarista Maria Inês de Almeida, de 37 anos. Ela foi assassinada a tiros por um motociclista na manhã do dia 10 de janeiro de 2017, na rua Rua Professor José Maurício Higgins, no bairro Xaxim, em Curitiba.

A vítima estava a caminho do ponto de ônibus, próximo de onde morava, para ir ao trabalho. “Não sabemos o motivo do assassinato da minha mãe até hoje. Ela era separada do meu pai, mas ela tinha um namorado”, contou Erica. “Nós não podemos falar muito sobre o que achamos o que realmente aconteceu, mas, com certeza, tem algo relacionado ao namorado”, relatou.

A morte da mãe completou dois anos no começo do mês de janeiro, e mesmo que a dor não tenha sido superada até hoje, Erica cobra explicações da Polícia Civil. “Claro que isso não trará ela de volta, mas nós queríamos pelo menos saber porque e quem [cometeu o crime], o que já amenizaria um pouco a dor. Vamos ficar assim para a vida inteira, sem saber por quê?”, questionou a filha, que hoje vive a 629 km de Curitiba.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa. Na manhã desta terça-feira, a reportagem da Banda B entrou em contato com a Polícia Civil, e aguarda um retorno dos investigadores.

Entenda o caso

Na época do crime, a polícia afirmou que “um homem desceu de uma moto vermelha, com baú, e disparou uma vez contra a cabeça da vítima”. Ao longo das investigações, a polícia teve acesso a duas filmagens de câmeras de segurança que indicaram que, 40 minutos antes do crime, o atirador parou a uns metros do ponto de ônibus e conversou com o motorista de um carro preto.

Segundo o delegado Fábio Amaro, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o condutor do automóvel teria passado informações sobre a rotina da doméstica para o assassino. “Foi um crime, bárbaro, frio. Nós já temos algumas teses e a principal aponta para um acerto de conta por vingança. Acreditamos que o mandante é uma pessoa próxima a ela”, completou Amaro. Ainda de acordo com o delegado, Maria Inês não apresentava antecedentes criminais.

Assista abaixo ao vídeo divulgado pela Polícia Civil na época do crime: