A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas, na manhã desta terça-feira (28), para deflagrar a operação “Peça Chave”, que investiga diversos crimes praticados por pessoas ligadas à empresa JMK, responsável pela manutenção de veículos oficiais do Estado do Paraná. A atividade criminosa estaria ocorrendo desde o início da execução do contrato. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 125 milhões.

PCPR no cumprimento de mandados em apartamento de luxo em Curitiba – Foto PC

De acordo com informações apuradas pela Banda B, uma família inteira foi presa em um apartamento de luxo no bairro Ecoville, em Curitiba. O prédio é o mesmo em que mora o ex-governador Beto Richa. Os nomes dos presos não foram revelados.

Mais de 100 policiais civis participam da operação, com o objetivo de cumprir 15 mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, em Curitiba. Até às 8h30, 14 pessoas já haviam sido presas, segundo a polícia.

Também estão sendo cumpridas ordens judiciais para bloqueio de contas bancárias e apreensão de 24 veículos de luxo utilizados pela organização criminosa. Os mandados foram expedidos pela 8ª Vara Criminal de Curitiba.

Policiais durante o cumprimento de mandados em apartamento de Curitiba – Foto: PCPR

Orçamentos falsos

A investigação da PCPR aponta que os responsáveis pela JMK teriam estabelecido uma sistemática que envolvia a falsificação e adulteração de orçamentos de oficinas mecânicas, de modo a elevar o valor do serviço prestado, provocando superfaturamentos que chegam à 2450%. Além disso, utilizariam peças do mercado alternativo, de qualidade e preço inferior, na manutenção de ambulâncias e viaturas policiais, cobrando do Estado como se fossem peças originais.

Os líderes do esquema teriam criado uma complexa estrutura, que envolve “laranjas”, dezenas de familiares e empresas de fachada, para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro.

Segundo as investigações, a organização criminosa teria praticado os crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, inserção de dados falsos no sistema, fraude na execução do contrato e lavagem de dinheiro.

O delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, e o delegado Alan Flore irão apresentar o resultado da operação e fornecer detalhes da investigação para a imprensa ainda nesta terça-feira.

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