Ex-patrão que mandou matar professor para não pagar dívida trabalhista de R$ 300 mil é preso em Curitiba

Junto com o ex-patrão, foi presa também uma colaboradora no crime. Outro envolvido está foragido

Juliana Henzch e Eliandro Santana

Nove meses após o assassinato do professor e músico Fabio do Amaral Calegari, de 40 anos, a Polícia Civil divulgou as prisões de outras duas pessoas envolvidas no crime: mandante e uma colaboradora. Ambos foram presos no dia 10 de dezembro, em Curitiba. A vítima foi executada com 13 tiros no dia 15 de março, no bairro Sítio Cercado, no mesmo município.

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O professor e músico Fábio do Amaral Calegari, morto a tiros em março, em Curitiba – Foto: Reprodução/Redes sociais

O professor foi morto em um trecho da Rua Izaac Ferreira da Cruz, enquanto seguia para o trabalho. Os criminosos teriam parado o carro ao lado do veículo do homem e disparado contra ele.

Segundo o delegado Victor Menezes, nos primeiros dias de investigação, a equipe policial conseguiu prender outros dois suspeitos do crime, de 18 e 32 anos.

“Nós conseguimos prender os dois executores, o atirador e o motorista, no dia 22 de março. A investigação evoluiu e no dia 10 de dezembro prendemos aquele que seria o mandante desse crime e também uma colaboradora”

explicou Menezes.

De acordo com a corporação, a motivação do homicídio está ligada a uma ação judicial movida pela vítima para requerer uma indenização trabalhista.

“A vítima, que era professor e músico, também trabalhava em um loja de compra e venda de veículos e resolveu sair do estabelecimento por não gostar de trabalhar ali. Aconteceu que Fábio moveu uma reclamação trabalhista no montante superior a R$ 300 mil e essa, de acordo com a investigação, seria a motivação do ex-patrão dele para planejar e executar o crime”

afirmou o delegado.

A segunda pessoa presa, uma mulher de 33 anos, seria colaboradora do crime, pagando hotéis para os envolvidos e ajudando a ter locais para colocar o veículo na data da execução do crime.

“Outra informação que coletamos durante as diligências é que o mandante teria problemas com outros funcionários, problemas de agressão. Então caso a população saiba de pessoas que estão sendo agredidas por esse senhor investigado, que agora está preso temporariamente, pode entrar em contato conosco”

complementou.

Suspeito foragido

Além das prisões, a Polícia Civil divulgou um cartaz de foragido do quinto envolvido no homicídio. Fernandes Nogueira Barros é apontado como integrante de uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, comércio de veículos roubados e contratações de pistoleiros.

Segundo Victor Menezes, o suspeito teria contratado os executores para seguir e matar Fabio do Amaral Calegari.

A denúncia pode ser feita de forma anônima. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Denúncias

A polícia solicita informações sobre o paradeiro do foragido e eventuais relatos de funcionários que possam ter sido ameaçados ou agredidos pelo mandante. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 0800-6431-121 ou 197 da PCPR.

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