Um jovem empresário foi assassinado no estacionamento de uma academia no bairro Boqueirão, em Curitiba, na manhã desta sexta-feira (5). Jeferson Oliveira, 32 anos, foi atingido por diversos disparos de arma de fogo e morreu dentro do carro dele, um Golf, no momento em que saia do estabelecimento. Ele tem passagens pela polícia e respondia a dois processos judiciais. A Polícia Civil fala em um “acerto de contas” devido a situações anteriores ao crime vividas pela vítima.

 

Foto: Reprodução Facebook

 

De acordo com as informações da polícia, o empresário mexia no celular, ainda sem dar a partida no carro, dentro do estacionamento da academia, na rua Maestro Carlos Frank com a Cascavel, quando os atiradores encapuzados chegaram.

O tenente Lemos da Polícia Militar (PM) disse que os atiradores efetuaram diversos tiros. “A equipe soube de um disparo de arma de fogo e logo depois que aconteceu um crime. Foram cerca de quinze tiros, e a princípio duas pessoas encapuzadas no crime”, detalhou à Banda B. “A arma utilizada no crime foi uma pistola calibre .40. A gente vê muitos assassinatos com o uso desta arma”, completou a delegada Camila Ceconello da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

A dupla fugiu em um carro ainda não identificado. Testemunhas disseram ter visto os dois atiradores embarcar em um carro que dava cobertura a eles.

A Polícia Civil esteve no local para os levantamentos periciais. Câmeras de segurança serão analisadas. “Aproveitamos a oportunidade e pedimos denúncias, que podem ser anônimas, pelo 0800 643 11 21, o telefone da Divisão de Homicídios”, disse Ceconello.

Foto: Banda B

 

A advogada da vítima estava no local, a pedido da esposa de Jeferson, e confirmou que ele respondia por dois processos judiciais: porte de arma e roubo. “Até que se prove, ele é inocente porque estava respondendo a esses processos, não tinha sido julgado, ainda”, disse Gisele Goes, representante legal da família.

Jeferson era dono de um posto de combustível e de outra empresa que a advogada disse não lembrar do nome. “A principio, nós temos uma outra linha de investigação e ela não está relacionada com o fato dele ser proprietário desse posto. Nós acreditamos que seja um “acerto de contas” devido a vida pregressa da vítima”, concluiu Ceconello.

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