A família do empresário Rafael Guebur, que morreu aos 34 anos após ser agredido no estacionamento de uma casa noturna de Curitiba, iniciou uma luta em busca de justiça. Guebur morreu no dia 27 de junho, quatro dias após sofrer agressões de um policial militar na boate localizada no Bairro Alto. Em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (9), a irmã da vítima, Lucimeri Guebur, disse que até o momento não está claro o motivo da morte e que é isso o que a família está buscando.

“Nós queremos saber o que aconteceu neste estacionamento. Foi informado que as câmeras do local não estavam funcionando, então a imagem que temos é a de uma câmera vizinha. O que sabemos do dia do crime é que meu irmão e um amigo estavam em outro lugar da Linha Verde e decidiram parar ali. Antes de entrar, eles urinam no muro, já que provavelmente haviam bebido e as agressões aconteceram”, relatou Lucimeri.

O crime teria ocorrido por volta da 1 hora da madrugada. Segundo a defesa da família, Rafael ainda teria tentado pedir desculpas logo após urinar, mas acabou mesmo assim sofrendo as agressões. O amigo dele ainda tentou fugir, mas sofreu socos e chutes do lado de fora do estabelecimento. Diante da situação, o próprio dono da casa noturna entrou em contato com o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) para o socorro.

As imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o amigo é agredido na rua. Nas imagens é possível perceber um uso excessivo de violência e que ele demora um tempo para conseguir levantar. Este foi socorrido e ficou hospitalizado por alguns dias.

Segundo o advogado que representa a família de Guebur, Ygor Nasser Salmen, informou que o inquérito foi instaurado no 5° Distrito Policial e várias pessoas já foram ouvidas. “Além do policial, o outro segurança que aparece nas imagens e um técnico contratado para verificar o problema nas câmeras internas foram chamados. Mas o que temos aqui é mais um policial, portando distintivo fora do horário de serviço e realizando barbárie”, lamentou.

A câmera interna da casa foi levada para perícia para se verificar se as imagens podem ter sido apagadas ou se de fato nem mesmo foram gravadas. Caso o policial seja indiciado, ele pode responder por lesão corporal seguida de morte.

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar sobre o caso e aguarda retorno. A reportagem também tentou contato com a casa noturna em que o crime aconteceu e ninguém atendeu às ligações.

Confira o vídeo da agressão contra o amigo no player abaixo:

 

📲 O Google pode parar de mostrar o portal Banda B. Clique aqui para ver nossas notícias.