A morte da pastora Adriana dos Santos Góes da Silva, de 48 anos, em um acidente no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, tem causado comoção. O carro e o celular do motorista do Porsche, que apresentava sinais de embriaguez após causar a colisão com o carro em que a religiosa estava, foram apreendidos pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). O veículo está no pátio da Delegacia de Delitos de Trânsito e o aparelho passará por perícia.

Pastor e pastora morta em acidente em montagem
O acidente que causou a morte da pastora Adriana ocorreu no dia 5 de março. Foto: reprodução/Ric RECORD

Segundo o delegado Ivonei Oscar da Silva à Ric RECORD, as apreensões integram as medidas adotadas para esclarecer as circunstâncias da colisão. (Clique aqui e relembre o caso).

“Precisamos fazer algumas perícias diversas, não só dos danos materiais, mas dentro do sistema dele para verificar a questão da velocidade e tudo mais. Telefone também é fundamental nesse momento de investigação para ver como se deu a comunicação dele após o acidente ou antes”, afirmou o delegado da PCPR.

Além disso, a Justiça determinou medidas cautelares contra o motorista, como a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e a restrição de circulação no período noturno. Ele também foi intimado a utilizar tornozeleira eletrônica.

Motorista de Porsche que causou acidente pagou fiança de R$ 10 mil

O empresário não foi preso durante a investigação. Após o acidente, ele pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado. No boletim de ocorrência, policiais relataram que o motorista apresentava sinais de embriaguez e que se recusou a fazer o teste do bafômetro.

O acidente ocorreu na rua João Alencar Guimarães, no bairro Santa Quitéria. Imagens de câmeras de segurança mostram que, após o impacto, o carro onde estava a pastora foi arremessado a uma distância considerável. A frente do Porsche ficou destruída.

Morte de pastora em acidente gera comoção

Adriana morreu 11 dias depois da batida. O marido dela, o pastor Sandro José de Souza da Silva, também ficou internado por alguns dias. O casal tinha 31 anos de casamento, cinco filhos e três netos.

“Uma pastora espetacular, cheia de alegria e amor, que acreditava na esperança, na transformação das pessoas. Enfim, um anjo de Deus nesta terra”, lamentou o pastor à Ric RECORD.

Familiares realizaram uma manifestação para cobrar respostas sobre o caso. De acordo com o advogado da família, Reginaldo Koga, a expectativa é que o motorista responda por homicídio com dolo eventual.

Nesse tipo de enquadramento, a pena pode variar de 6 a 20 anos de prisão. Caso a investigação conclua por homicídio simples, o motorista pode não ser preso.

Em depoimento, o motorista afirmou que não ingeriu bebida alcoólica antes de dirigir e disse que não viu a lombada na via. Ele também comentou sobre a velocidade no momento da colisão.

O delegado informou que o inquérito segue em andamento e deve ser concluído dentro do prazo legal.

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