Em prisão domicilar e longe da ostentação, a famosa ‘Trafigata‘, Camila Marodim, de 30 anos, nega envolvimento com o crime de tráfico de drogas e afirma que merece a oportunidade de contar a própria história.

Trafigata, em prisão domiciliar, conta sobre própria história. Ela é loira e usa blusa branca.
Em prisão domiciliar, ‘Trafigata’ afirma que merece ter história contada. Foto: Ric RECORD.

Até mesmo o sobrenome Marodim, que é do marido assassinado, ficou para trás. Agora, a ‘Trafigata’ ficou com novo sobrenome: Camila Andrade Pires.

Ela foi condenada a oito anos de prisão por tráfico de drogas. A polícia aponta que Camila teria assumido o controle dos negócios ilegais deixado por Ricardo Marodim. As informações são da Ric RECORD.

Questionada sobre o crime, Camila negou que seja traficante. Segundo ela, chegou o momento de se defender das acusações que tem recebido. E, se precisava pagar por alguma situação, Camila acredita que a morte do marido foi suficiente.

“Se eu fosse, não estava dando minha cara a tapa na reportagem. Se eu deveria pagar alguma coisa que eu fiz, eu já paguei. Vi ele morto no chão na frente dos meus filhos. Eu mereço ter a minha história contada, não a história dele”

diz Camila.

Sobre o apelido ‘Trafigata’, a condenada reforça que surgiu em uma ‘situação muito infeliz’. De acordo com Camila, o passado atrapalha a vida dela até hoje.

“Chegou a hora de me defender. Uma das coisas é essa parada de ser chamada por esse apelido que me deram em uma situação muito infeliz da minha vida e que atrapalha minha vida até hoje”

afirma.

Trafigata se formou em Direito

Formada recentemente em Direito, Camila garante que a escolha pelo curso foi justamente por ter visto erros no próprio processo. Conforme relatado pela condenada, não é possível que ela pague na Justiça pelos crimes cometidos pelo marido.

“Gostaria muito que ele estivesse vivo para que, se devesse, pagasse pelo que fez. Não posso ser condenada pelos crimes que outra pessoa cometeu. Se eu deveria pagar alguma por ser esposa dele, por alguma coisa que fiz, já paguei”

reforça.

Trafigata relembra história do marido durante prisão domiciliar

Camila ainda relembrou como foram os acontecimentos desde a morte do marido até o momento em que foi presa, acusada de ter assumido o tráfico de drogas deixado por Marodim. Ela afirma que tudo aconteceu em menos de uma semana.

“Ricardo morreu em um domingo, demorei até quarta-feira para enterrar ele. Na quinta-feira, peguei minha mãe e as crianças, com medo de tudo, e fui pra praia. Na sexta-feira de manhã fui presa. Eles alegam que eu tomei conta de tudo em cinco dias”

relembra.

Perdeu o direito de viver como uma pessoa comum, diz Camila

Sobre a ostentação divulgada nas redes sociais, Camila afirma que perdeu o direito de viver como uma pessoa comum. Ela alega que, além dela, os filhos e a mãe também não podem mais viver tranquilos e, assim como ela, também sofrem com as acusações.

“Se eu faço uma viagem, é com dinheiro de coisa errada. Perdi esse direito. Não tenho mais esse direito de viver como uma pessoa normal. Não só eu, mas meus filhos que não tem culpa, minha mãe, acabam passando por tudo isso”

desabafa.

Quem é Camila Marodim

Camila Marodim ficou nacionalmente conhecida quando o assunto é tráfico de drogas e ostentação ligada ao crime. A trajetória da condenada é cheia de luxo, violência, morte e investigação. A história começou a ganhar repercussão com a morte do marido Ricardo Marodim.

Ele era apontado como um dos nomes fortes do tráfico na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), e foi executado a tiros durante a festa de aniversário do próprio filho. O crime brutal aconteceu na frente da família.

As investigações apontam que, a partir deste episódio, Camila teria assumido o controle dos negócios deixados pelo companheiro. Segundo a polícia, Marodim passou a ter papel ativo em uma organização criminosa estruturada de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Em fevereiro deste ano, Camila foi presa enquanto estava em uma academia em Piraquara. Após a captura, a mulher foi encaminhada à unidade policial para os procedimentos de praxe e, na sequência, colocada à disposição do Poder Judiciário para o início do cumprimento da pena.

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