O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou, nesta quarta-feira (19), Jean Couan Kruger por homicídio qualificado contra o venezuelano Guillermo Rafael de Maria Montes. O assassinato aconteceu em frente à bicicletaria de Jean, no último dia 3, no Centro de Curitiba.
De acordo com a denúncia, o investigado “atirou contra a vítima na frente do estabelecimento comercial. Após atingi-lo, ele o arrastou já desfalecido para o interior da bicicletaria”. Os fatos foram registrados em câmeras de segurança.
“Na denúncia, o MPPR sustenta a qualificadora do motivo torpe, uma vez que o denunciado teria agido para se eximir do pagamento de uma dívida que estava sendo cobrada pela vítima. Ao oferecer à denúncia à 1ª Vara do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba, o MPPR também se manifestou favoravelmente à manutenção da prisão preventiva do denunciado – ele foi preso no dia 12 de março”
Justiça havia mantido a prisão do dono da bicicletaria
Na ocasião, o denunciado alegou que possui dois tumores cerebrais e autismo, e que fazia uso de medicações. A juíza determinou então que o preso fosse encaminhado a uma consulta médica para que receba os devidos medicamentos.
A defesa do dono da bicicletaria pediu o relaxamento da prisão ou que o preso respondesse ao crime em liberdade, com o monitoramento de uma tornozeleira eletrônica. Mas, a juíza determinou que Jean siga preso preventivamente.
O crime
Um vídeo gravado por câmera de segurança registrou o momento em que Guillermo Rafael de Maria Montes foi morto a tiros e teve o corpo arrastado para dentro da bicicletaria do suspeito.
A gravação mostra a vítima entrando na bicicletaria e discutindo com o autor dos disparos na calçada, em frente ao estabelecimento. O dono da estabelecimento é visto segurando uma arma e, segundos depois, tenta arrastar o homem para dentro da loja. Guillermo, tentando escapar, tira a camisa para dificultar o arrasto.
Em seguida, o criminoso atira uma vez contra o homem, que cai no chão, e logo em seguida dispara novamente, atingindo sua cabeça. Após os disparos, o autor segura a vítima pela calça e a arrasta para dentro da bicicletaria.
Uma testemunha ouvida pela Banda B afirmou ter conversado com o suspeito minutos antes do crime e presenciou a execução. “Eu vi que eles estavam discutindo na calçada, e ele estava tentando pegar alguma coisa do rapaz que morreu. Depois, ele deu o primeiro disparo na região da cabeça. Ele deu mais um tiro quando estava no chão. Depois, arrastou para dentro [da loja] e deu outro tiro na cabeça para executar”, narrou a testemunha, que prefere não ser identificada.
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada, mas a vítima morreu no local.