Um homem de 73 anos foi morto no sábado (20) em Vitória, no Espírito Santo, após uma briga com um vizinho por estar com o cão sem coleira na rua.

O caso aconteceu no bairro de Mata da Praia. Segundo a polícia, Manoel de Oliveira Pepino, 73, e a esposa estavam com um cachorro sem coleira quando encontraram o advogado Luis Hormindo França Costa, 33, que passeava com seu cão preso à guia.

O advogado teria reclamado com o aposentado sobre o fato de o animal estar solto e os dois discutiram, segundo o relato de Costa à polícia. Ele também disse aos policiais que o cachorro de Pepino já havia atacado o seu em outra ocasião -a família do idoso nega.

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Confusão motivada por cão sem coleira termina em tiros e idoso de 73 anos morto. Foto: Reprodução/TV Gazeta

Após a briga, Pepino foi para casa e voltou à rua armado com um revólver. Costa, que levava uma pistola na cintura, disparou contra o idoso, que morreu no local. As balas atingiram também o cão de estimação de Pepino e danificaram vidros da residência do casal.

Costa foi preso em flagrante por homicídio. No domingo (21), a Justiça do Espírito Santo converteu a prisão em preventiva.

A reportagem tentou contato com a defesa de Costa por meio de ligação e mensagens, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. Em depoimento, o suspeito afirmou ter sido alvo de tentativa de homicídio -disse que Pepino já saiu de casa efetuando disparos contra ele, que reagiu atirando.

A polícia afirma que ele possui porte de arma de fogo. Uma pistola 9 mm que pertence ao suspeito e um revólver calibre 38 da vítima foram encaminhadas para o setor de criminalística e balística da Polícia Científica do Espírito Santo. O caso é investigado pela divisão de homicídios de Vitória (ES).
Manoel de Oliveira Pepino foi velado nesta segunda (22) no município de Serra (ES).

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), se manifestou sobre o caso nas redes sociais.

“A troca de tiros em um bairro nobre de Vitória que resultou na morte de um dos envolvidos evidencia a cultura da violência presente na sociedade. Também é preciso registrar que a facilidade de acesso às armas torna desentendimentos entre as pessoas momentos de risco extremo. Combater a violência é dever do Estado, mas também de cada um de nós”, afirmou Casagrande.

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