Caso é investigado pela delegacia de Colombo. (Foto: Reprodução/StreetView)

 

Um comerciante de 39 anos foi preso, no início desta semana, suspeito de abusar de crianças em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Segundo as investigações, ele usava doces, brinquedos e celulares para atrair as vítimas até o seu estabelecimento, no bairro Roça Grande. A Polícia Civil não divulgou, no entanto, qual o tipo de comércio do qual o suspeito é dono.

De acordo com o delegado Erineu Portes, as investigações tiveram início depois que uma denúncia chegou à delegacia do município. “Nós passamos a investigar e a monitorar esse cidadão, e identificamos o local onde ele cometia os crimes. A partir daí, solicitamos um mandado de busca e apreensão e outro de prisão temporária contra o indivíduo”, explicou ele em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (8).

No início da semana, os policiais foram até o comércio e apreenderam diversos vídeos que mostram crianças sendo submetidas a atos libidinosos. “São cenas bastante fortes. Por enquanto, nós temos duas vítimas identificadas, mas outras podem aparecer no futuro, já que há várias crianças nas imagens”.

Os pais das vítimas identificadas, entre elas um menino de oito anos, foram ouvidos na delegacia. “As próprias crianças também confirmam essas versões. O homem chegou a confessar que praticou os atos libidinosos, mas que não houve penetração. Posteriormente, ele afirmou que só falaria em juízo”, completou o delegado.

“Cidadão respeitado”

Segundo Portes, o suspeito, que não teve o nome divulgado, era muito respeitado na comunidade. Ele morava sozinho no mesmo endereço do comércio que gerenciava e é separado da esposa e dos filhos.

“Ninguém suspeitava que algo errado acontecia no estabelecimento, porque ele era uma pessoa respeitada, admirada pelos vizinhos. Todo mundo achava que as crianças realmente gostavam de ir até lá”, comentou Portes.

O suspeito chamava as crianças para brincar, com festividades que ele organizava no estabelecimento. “Tinha cama elástica, bichinho de pelúcia, doces, celulares… Depois dos crimes, ele ameaçava as vítimas, para que elas não contassem nada para os pais”.

Além dos atrativos, o comércio do suspeito contava com câmeras de segurança no lado interno e externo, que gravavam os crimes. “O indivíduo inclusive dava celulares para as vítimas, para que elas fizessem vídeos e mandassem para ele, ou para que ele enviasse imagens e elas recebessem. Nós encontramos, ainda, a calcinha de uma menina com ele”.

O comerciante foi autuado em flagrante por estupro de vulnerável e por armazenar pornografia infantil. Ele também deve responder por posse ilegal de arma de fogo e uso de entorpecentes.