Um casal foi preso em flagrante pela Polícia Civil suspeito de matar e atear fogo em um morador de rua de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (20), a investigação chegou até eles graças a imagens de câmeras de segurança, que mostram o casal com o carro utilizado para o transporte do corpo. Após confessar o crime, o casal disse que quis evitar a morte de uma amiga, já que a vítima teria recebido dinheiro para assassiná-la.

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O morador de rua foi encontrado morto na manhã do último sábado (18). O corpo estava abandonado em uma rua sem nome, que liga a Avenida Rui Barbosa à Rua Motta Júnior. As costas da vítima estavam marcadas com as siglas da facção criminosa “PCC”, mas a polícia não acredita que o casal tenha ligação com a facção criminosa.

“Chegamos a repassar aos órgãos de inteligência para apurar qualquer relação, mas ao que parece foi uma vaidade deles, tanto que o rapaz está com medo de represália. A gente acredita que quiseram engrandecer o crime ou mesmo colocar medo nos investigadores”, explicou o delegado Michel Carvalho.

Casal está detido na Delegacia de São José dos Pinhais (Divulgação)

Segundo a Polícia Civil, o casal ainda tentou negar o crime, mas diante das evidências, acabou confessando o assassinato. As principais provas contra eles são marcas de sangue da vítima, que foram encontradas no porta-malas do veículo Chevrolet Blazer.

Segundo o delegado Michel Carvalho, a vítima seria do estado de Santa Catarina, mas não está oficialmente identificada. “Foi ventilado pelos presos que a vítima teria recebido dinheiro para matar uma amiga deles, fato que precisamos verificar. Mas a atividade criminosa não se encerra aqui, já que estamos apurando a participação de outras pessoas que colaboraram até para a ocultação do cadáver”, disse.

Arma do crime

A faca utilizada para o crime foi encontrada em materiais químicos, justamente para limpar evitar qualquer material genético. O apartamento também foi completamente limpo, o que pode configurar fraude processual.

O homem de 28 anos e a mulher de 45 agora permanecem à disposição da Justiça.