Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique

bairro-altoPolícia acredita que crime tenha sido motivado pela disputa pelo tráfico de drogas. Foto: BH/Banda B

Três jovens que estavam dentro de um Voyage foram baleados no fim da tarde desta sexta-feira (16) no Bairro Alto, em Curitiba. O carro foi alvejado por tiros de submetralhadora e dois morreram na hora. Um terceiro, Rodrigo Gilmar Halama, 26 anos, foi socorrido ao Hospital Cajuru. A Polícia Civil investiga o crime e acredita que tenha sido motivado pela disputa do tráfico de drogas. As vítimas tinham passagens pela polícia e estavam com documentos falsos.

O crime aconteceu às 18h45 no momento em que os três jovens saíram de casa, próximo da rua Brasílio de Lara com a avenida Victor Ferreira do Amaral. Os atiradores abordaram o carro, desceram e atiraram várias vezes. O motorista e o passageiro que estava no banco da frente morreram na hora. O passageiro de trás conseguiu abrir as portas e sair do carro, mesmo ferido. As cápsulas ficaram no chão e vão auxiliar a polícia na investigação.

A região foi totalmente isolada com a chegada da Polícia Militar (PM). Moradores ficaram assustados, mas conseguiram identificar o veículo dos atiradores. “O cara estava todo furado, nunca vi aquilo. Se não morreu na hora, morreu na ambulância. Vim deixar um amigo aqui e ouvi todos aqueles tiros, foi assustador. Mas vimos que foi um Renaul Logan, estavam em três e acho que até a placa anotaram porque tinha bastante gente na rua”, disse uma testemunha à Banda B.

O estado de saúde de Halama é grave, mas ele não corre risco de morte. Mesmo consciente, ele não soube informar mais detalhes aos policiais. “Assim que chegamos a prioridade era para ele, que apresentava sinais vitais, ainda. Ele tinha muitos ferimentos, mas nenhum atingiu órgãos vitais. Entregamos no hospital estável”, descreveu o socorrista Alcântara do Siate.

O tenente Kretschmer da Polícia Militar (PM) acredita que o crime seja uma disputa entre o tráfico de drogas na região, já que gramas de maconha foram encontradas na residência de um deles. “Eles moravam perto, eram amigos, tinham documentos falso, já tinham passagem pela polícia e na casa tinha drogas. Tudo leva a crer que esse crime foi uma disputa pela região”, disse o tenente à Banda B.

Na residência de uma das vítimas fatais a polícia encontrou um fuzil 556 utilizado pelas Forças Armadas. Um dos mortos, que estava com identidade falsa, foi identificado oficialmente como Diego Felipe Pontes Monteiro, 24 anos. O outro ainda está sem identificação. Ambos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba.

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