Sete estudantes que conseguiram vagas em cursos de Medicina no Paraná são alvo uma operação policial sob a suspeita de fraudarem a avaliação “Prova Paraná Mais 2025”, usada como critério de classificação para ingresso em universidades públicas do Estado.
A investigação começou após a Secretaria de Estado da Educação (Seed) identificar possíveis irregularidades nos resultados. De acordo com a Polícia Civil, os alunos teriam sido aprovados de forma indevida em cursos de alta concorrência.

Entre os casos sob análise, cinco estudantes ingressaram em Medicina em instituições de ensino estaduais, como a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
O que dizem as universidades
Em nota, a UEPG disse colaborar com as investigações e destacou que “que medidas cabíveis serão tomadas caso se comprove qualquer irregularidade, e que continuará atuando para tornar essa forma de ingresso cada vez mais segura em edições futuras.”
Já a UEL afirmou ter acompanhado a operação da Polícia Civil e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A Universidade explica que o processo de seleção é conduzido pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), responsável pela aplicação, avaliação e classificação dos candidatos, com posterior encaminhamento das listas de aprovados às universidades. Após a investigação da PCPR, caso sejam confirmadas irregularidades envolvendo estudantes matriculados na UEL, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis, incluindo a anulação das matrículas, conforme a legislação vigente”, disse, em comunicado.
A UEM destacou que também acompanhou a operação policial e que colabora com as investigações. “A instituição adotará as medidas administrativas e legais pertinentes ao caso conforme o avanço do processo, permanecendo à disposição para esclarecimentos dentro de sua competência”, informou.
Fraude no ‘Prova Paraná Mais 2025‘
O grupo investigado é formado por alunos de uma escola estadual de Tapejara, no noroeste do Paraná. A fiscal responsável pela aplicação da prova na sala também é alvo de apuração, sob suspeita de ter facilitado ou se omitido durante o exame.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades como Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. As ordens fazem parte de uma ação que tenta desarticular o grupo suspeito de manipular o resultado da prova.
A avaliação “Prova Paraná Mais 2025” integra o programa Aprova Paraná Universidades, que permite o acesso a instituições públicas de ensino superior do Estado.
Além de medir o desempenho dos estudantes da rede estadual, a prova também funciona como porta de entrada para o ensino superior. As notas podem ser usadas para ingresso nas sete universidades estaduais do Paraná.
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