A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (12), um dos suspeitos de matar e arrastar até um terreno baldio o corpo de Fábio Germano da Silva, de  35 anos. A prisão de Thiago Rodrigues Silva Santos, de 21 anos, ocorreu no Alto Boqueirão, em Curitiba, mesmo bairro em que a vítima foi assassinada. Além do homicídio, o homem é suspeito de praticar o crime de tráfico de drogas no local.

Foto: Antônio Nascimento/Banda B

A vítima foi assassinada a tiros no dia 19 de junho por volta das 18 horas, em frente à boca de fumo comandada por Thiago. O autor estava armado com uma pistola semiautomática e atirou várias vezes contra Fábio.

“No dia do crime, a vítima estava indo para casa, quando se aproximaram dois homens, Thiago e André. A motivação do crime foi tráfico de drogas e a execução foi radical. O autor estava armado com uma pistola semiautomática”, explicou à Banda B o delegado Tito Lívio Barrichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O segundo suspeito de ter participado no crime é investigado por auxiliar na retirada do corpo do local. Os dois teriam arrastado o corpo da vítima por aproximadamente 100 metros até um terreno baldio, onde foi jogado próximo a uma valeta. “Depois de assassinar Fábio com 6 tiros no tórax, dois no pescoço e dois nas costas, André ajudou Thiago a arrastar o corpo até o terreno baldio”, completou o delegado.

Segundo a Polícia Civil, Fábio já tinha passagens por tráfico de drogas e roubo e estava com tornozeleira quando foi morto. Thiago permanece preso à disposição da Justiça.

A Lei do Silêncio

Uma situação que ocorre com frequência é o receio das pessoas em denunciar os criminosos. De acordo com Barrichello, a Lei do Silêncio é uma consequência da própria falta de ação do Estado e a população não indica os criminosos por medo de consequências.

“A população tem receio de denunciar os autores dos crimes por medo de consequências. Mas asseguramos que a DHPP trabalha com depoimentos sigilosos e as mensagens são controladas pela polícia. Além disso, também é possível conversar pessoalmente comigo em outro lugar”, esclareceu o delegado.