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Pequena Leticia comemora com a mãe – Reprodução FacebookExatos 22 dias após passar por transplante no Hospital das Clínicas de Curitiba, a medula da pequena Letícia Gabriely de Jesus, de apenas 3 anos, “pegou”. E a notícia é motivo de muita comemoração, pois simboliza a cura da leucemia.
O termo entre aspas é usado para se referir ao prazo após o transplante em que a nova medula está se desenvolvendo no organismo e, compreende momento determinante, já que em muitos pacientes a medula “não pega”.
Letícia é moradora de Capanema, no Oeste do Paraná, e durante oito meses fez tratamento no Hospital do Câncer de Cascavel. Em abril ela foi transferida para a capital após encontrar um doador compatível.
Conforme a voluntária no Hospital Uopeccan e amiga da família, Célia Santos, as chances de encontrar um doador compatível são raras e, Letícia encontrou já na primeira consulta.
O processo após o transplante é delicado, já que o paciente tem a imunidade reduzida a zero.
Já nos próximos dias, Letícia deve finalmente ter alta hospitalar e não precisará mais passar por quimioterapia. Ela inicia um processo importante de tratamento em casa, ainda em Curitiba, que durará cerca de 90 dias.
Em publicação no Facebook, Célia agradeceu quem se cadastrou como doador de medula óssea pelo REDOME e fez um apelo para que as pessoas também se cadastrem.
“Assim como a Larissa, que hoje pode desfrutar de um futuro saudável, sem quimioterapia, sem náuseas, sem agulhadas, sofrimentos e principalmente em poder ter uma infância normal como todas as crianças da idade dela, cada um de nós pode um dia ter a chance de oferecer o mesmo para outra pessoa que necessita tanto de um transplante”, disse.
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