Senador Valdir Raupp e a esposa, a deputada federal Marinha Raupp – Reprodução News Rondônia

Os advogados de defesa do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) anexaram aos autos do processo no qual parlamentar é réu por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal (STF) a declaração de Imposto de Renda da mulher do peemedebista, a deputada federal Marinha Raupp (PMDB-RO), na qual ela declarava ter R$ 1,8 milhão em 2007.

No ano anterior, ao informar seus bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ela declarou ter R$ 744 mil. Entre o período anterior às eleições e dezembro de 2006, R$ 300 mil em espécie apareceram entre os bens da Sra. Raupp. Nas eleições de 2014, oito anos depois, ela já alegava ao TSE ter R$ 2,2 milhões, mais do que o triplo de quando concorreu em 2006.

O documento datado de 2007 com os bens declarados ao fisco pela deputada foi anexado aos autos de processo contra o marido senador.

Usualmente, políticos têm suas declarações de Imposto de Renda reveladas pelo TSE em anos eleitorais. Em meio às eleições de 2006, Marinha Raupp alegou ao tribunal ter R$ 744 mil. Já na declaração de imposto de Renda de 2007, consta que o patrimônio dela seria de R$ 1,2 milhão no início daquele ano e R$ 1,8 milhão em dezembro.

Dinheiro vivo

Quando declarou seus bens ao TSE em 2006, Marinha Raupp não relatou ter valores em espécie. No entanto, em dezembro daquele mesmo ano, segundo sua declaração de 2007, ela assumiu ao fisco ter R$ 300 mil em dinheiro vivo. Em sua última declaração ao TSE, a peemedebista disse ter R$ 500 mil em espécie.

Entre 2006 e 2014, o patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral pela deputada federal mais do que triplicou, saltando de R$ 744 mil para R$ 2,2 milhões.

Lava Jato

A peemedebista não responde por processos, mas o Valdir Raupp, a quem declarou ter repassado e de quem declarou ao Imposto de Renda ter recebido bens, é réu por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal Federal no âmbito da Lava Jato. A acusação da PGR é a de que os R$ 500 mil doados oficialmente pela construtora Queiroz Galvão à campanha de Raupp ao Senado em 2010 seriam “propina disfarçada” e que teriam origem no esquema de corrupção estabelecido na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Defesa

“A deputada federal Marinha Raupp, ao longo de seus 30 anos de vida pública, sempre informou à Justiça Eleitoral e à Receita Federal, sua evolução patrimonial, através das declarações anuais do imposto de renda. Receitas e despesas destas declarações são compatíveis com as reservas financeiras, adquiridas ao longo dos anos, não havendo portanto nenhuma discrepância na sua evolução patrimonial”, diz nota da assessoria de imprensa da parlamentar.