Em 1928, o presidente da República, Washington Luís, inaugurava a primeira estrada asfaltada do Brasil: a Rio-Petrópolis.
Há uma capa da Folha de S. Paulo histórica. Em 2002, o jornal estampou manchete: “Lula é eleito o primeiro presidente metalúrgico do Brasil”.
Depois do reinado de fazendeiros, empresários, médicos, militares e sociólogos, Luiz Inácio da Silva era o primeiro mandatário do país de origem humilde, de classe média baixa e sem escolaridade. Governou por oito anos, fez do poste seu sucessor, e, no que se igualou ao raso de quase todos os outros presidentes ou ditadores que o antecederam, transformou dinheiro público em direito privado.
AUTÔMATOS E AUTÔNOMOS
Então o país parou nas estradas. Não mais obedecendo ordens de sindicatos, lideranças partidárias e centrais de trabalhadores, mas de uma parceria bem urdida, um misto de empresários autônomos e motoristas autômatos. E vice-versa.
EXEMPLOS HISTÓRICOS
O que leva qualquer um a refletir: se o poder está concentrado nos caminhões e na carga preciosa que levam do Norte a Sul do país seria fácil um caminhoneiro-candidato alcançar a presidência da República. Não é propriamente uma novidade. A história é feita de líderes guerreiros que, munidos de armas e exército conquistaram outros povos (e víveres) aqui, além e aquém de seus domínios.
ALEA JACTA EST
A ideia está lançada. Se um grupo de caminhoneiros munidos apenas de smartphones e rádios comunicadores pode governar a partir das rodovias é lógico que podem também administrar o país a partir das cargas e estoques que vão e vêm.
Washington Luís estava errado: governar não é abrir estradas, é bloqueá-las.
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