O Produto Interno Bruto no segundo trimestre atingiu R$ 1,639 trilhão – Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas no país, fechou o segundo trimestre do ano com alta de 0,2% na comparação com primeiro trimestre, na série ajustada sazonalmente. Na comparação com o segundo trimestre de 2016, a variação do PIB foi de 0,3%.

Os dados fazem parte de pesquisa divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o PIB acumulado nos quatro últimos trimestres continua negativo em 1,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Com o resultado do segundo trimestre, o PIB fecha os primeiros seis meses do ano com “variação nula” em relação ao primeiro semestre de 2016. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2017 alcançou R$ 1,639 trilhão.

Queda na construção

A queda de 0,5% da indústria no segundo trimestre de 2017 ante os três primeiros meses do ano teve no desempenho da construção sua principal explicação. A atividade recuou 2% em relação ao primeiro trimestre do ano. A produção de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana também ficou negativa, em 1,3%.

A indústria de transformação, por sua vez, ficou praticamente estável, com leve alta de 0,1%. Já a indústria extrativa mineral cresceu, com alta de 0,4%.

A atividade extrativa mineral foi a única a impactar positivamente o PIB industrial no segundo trimestre do ano, ante o mesmo período de 2016. A alta no segmento foi de 5,9%, impulsionada por avanços tanto na extração de petróleo e gás quanto na de minérios ferrosos, segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados nesta sexta-feira, dia 1º, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda assim o PIB da indústria encolheu 2,1% no período. Houve pressão negativa de um recuo de 7,0% registrado pela construção, além de redução de 1,0% na indústria de transformação. O segmento de Produção e distribuição de eletricidade, gás e água teve uma queda de 0,5% no segundo trimestre de 2017 ante o segundo trimestre de 2016.

Comparação

A alta de 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre ante igual período de 2016 foi a primeira variação positiva após 12 trimestres de queda. Já a alta de 0,7% no consumo das famílias, na mesma base de comparação, foi a primeira após nove quedas.

O desempenho da agropecuária também chamou atenção. A alta de 14,9% no PIB da agropecuária ante o segundo trimestre de 2016 foi a maior desde o primeiro trimestre de 2013, quando o avanço foi de 21,5%. Embora no terreno negativo, a queda de 0,3% no PIB de serviços também nessa base de comparação foi a maior variação desde o quarto trimestre de 2014, quando houve alta de 0,2%.

Na contramão, a queda do consumo do governo foi histórica. O tombo de 2,4% ante o segundo trimestre de 2016 só é superada, nessa base de comparação, pela queda de 2,8% registrada no quarto trimestre de 2000 ante igual período de 1999.

Já a queda de 0,3% no PIB de serviços no segundo trimestre ante igual período de 2016 foi a décima seguida. A queda de 2,1% no PIB da indústria na mesma base de comparação foi a 13ª consecutiva. Treze trimestres é também a sequência de recuos na Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). No segundo trimestre deste ano, houve queda de 2,1% ante o segundo trimestre de 2016.