Ministro Blairo Maggi – Foto EBC

 

Três agentes da Polícia Federal deixaram pouco antes das 9h30 desta quinta-feira, 14, o apartamento do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, em Brasília carregando um malote e uma matriz de computador (CPU). Não há informação se durante a ação o ministro estava na residência, localizada na Asa Sul, área central da capital federal.

A busca e apreensão de documentos e objetos no local ocorreu nesta manhã no âmbito da Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, que investiga esquema de corrupção em Mato Grosso. Maggi é citado na delação premiada do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB).

Ao todo, os agentes cumprem mandados em 64 endereços, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nas cidades de Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, Araputanga, Pontes e Lacerda, Tangará da Serra, Juara, Sorriso e Sinop, todas em Mato Grosso, além de Brasília e São Paulo.

Na delação, Silval Barbosa confessou ter intermediado repasse de R$ 4 milhões, a pedido de Blairo e do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes ao deputado federal Carlos Bezerra, em 2008, com o fim de comprar apoio do PMDB nas eleições municipais. À época, segundo Barbosa, o partido teria declarado apoio ao adversário do aliado de Blairo.

O delator narrou que o então Secretário de Fazenda de Mato Grosso Eder Moraes foi designado a conseguir os valores para pagar Bezerra e que apresentou ao chefe da pasta o operador financeiro Júnior Mendonça, que teria conseguido R$ 3,3 milhões – “parte em cheque, parte em dinheiro”.

Quando pediu a abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atribuiu ao ministro da Agricultura “a função de liderança mais proeminente na organização criminosa” delatada por Silval Barbosa.