PF cita ‘questões humanitárias’ ao liberar quase 600 pessoas detidas por atos golpistas em Brasília

Segundo a PF, cerca de 1 mil bolsonaristas devem ser indiciados por suspeita de crimes cometidos em atos de vandalismo, no último domingo, 8, em Brasília

Guilherme Lara da Rosa

A Polícia Federal (PF) informou nesta terça-feira (10) que das mais de 1.500 pessoas detidas por envolvimento em atos golpistas em Brasília, no último domingo (8), pelo menos 599 foram liberadas por “questões humanitárias”.

Em nota enviada à imprensa, a PF afirmou que o grupo é composto majoritariamente por pessoas idosas, com problemas de saúde, em situação de rua e mães acompanhadas de crianças.

Foto: Evaristo Sá/AFP

O órgão também destacou que os responsáveis pelos atos antidemocráticos estão sendo apresentados à Polícia Civil do DF, responsável pelo encaminhamento dos detidos ao Instituto Médico Legal e, posteriormente, ao sistema prisional. Ao menos 527 permanecem presos.

Cerca de 1.000 apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) devem ser indiciados por suspeita de crimes cometidos em atos de vandalismo.

DF divulga nomes de envolvidos

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgou nesta terça uma lista com os nomes dos 356 presos por envolvimento nos atos golpistas que terminaram com o Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal e Palácio do Planalto depredados no último final de semana.

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