Peter com o príncipe PhilipPublicado nesta coluna em agosto de 2015, o trecho do perfil biográfico do ex-cônsul britânico no Paraná, Peter Ter Poorten, relata um curioso episódio de quando o Príncipe Philip, morto este mês, aos 99 anos, fez uma escala no Paraná, nos anos 1990, sendo recepcionado no Aeroporto Afonso Pena pelo então cônsul de Sua Majestade:
Observatório privilegiado
“O espírito do cônsul de Sua Majestade a Rainha da Inglaterra permanece intacto nele: não consigo, por exemplo, que me informe de que país o Príncipe Philip vinha quando, nos anos 1990, pousou seu jato (ele mesmo pilotando) no Aeroporto Afonso Pena, na Grande Curitiba. Só me diz que ele “estava em missão oficial” no continente. Eu, por dever de ofício, até sou capaz de apostar que se localizava no Cone Sul do continente. Faço naturais conjecturas envolvendo Argentina e Chile. Só conjecturas.
Ingrid e Peter com princesa Diana em Foz do Iguaçu, em 1992“Dar uma volta”
Peter Ter Poorten revela, com alegria, isso sim, o momento em que o príncipe consorte da Coroa inglesa o convidou para dar uma volta pelo aeroporto e bater um papo: “Let’s walk”, foi o convite-ordem, bem-vindo e irrecusável do príncipe que, na uma hora e tanto em que durou o encontro privilegiado, Philip foi mostrando uma enorme curiosidade sobre o Paraná. Mostrou igualmente alguma familiaridade com aspectos da história do Estado, como a imigração que tivemos de europeus a partir do século 19, e, na ponta da língua, expôs um resumo do currículo do cônsul da Inglaterra que o recebia, Peter Ter Poorten.
O fato de ser um australiano representando a Coroa britânica no Paraná foi um dado que a alteza frisou, até como quem aplaudia a exceção. No final do encontro privilegiado e inesquecível para o hoje ex-cônsul, não restaram relatos publicáveis ou que possa declinar em voz alta, muito embora, garanta: “Não houve nenhuma conversa especial”. Versão diplomática, “Of course”, digo cá comigo.
Encontro com a rainha e Lady Di
As lembranças do por dezenas de anos cônsul britânico no Paraná, Peter Ter Poorten, não se circunscrevem a encontros com a realeza britânica, embora recorde, com desenvoltura, outro, tão ou mais importante, que ele e Ingrid, a mulher, tiveram com a solene rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham. Não foi numa audiência especial, na verdade, mas o casal foi escolhido – juntamente com poucas outras personalidades presentes na sala do trono – para breve conversação com a rainha. “Inesquecível” é a expressão-resumo que ele e Ingrid pronunciam ao mesmo tempo sobre o privilégio que tiveram.
Ela, bem mais loquaz do que Peter, uma germano-brasileira (tem dupla nacionalidade) natural de Blumenau, apressa-se a registrar: “E tem aquela vez em que tive a Princesa Diana ao meu lado, por um dia inteiro, em Foz do Iguaçu”, em 1992 (foto). Foi a escort e intérprete da icônica Diana, o tempo todo, e tendo como seguranças homens egressos da Scotland Yard, aqueles que nada falam e parecem enxergar perigos a cada centímetro de chão.”
*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.
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