Oficializado como candidato ao Senado em convenção do PL, na noite desta quarta-feira (4), em Curitiba, Paulo Martins cutucou o também candidato pelo União Brasil Sergio Moro. Martins disse que, embora nascido em São Paulo, não tentou ser candidato por aquele estado, posição inversa à adotada pelo ex-juiz.

“Eu recebi com muita honra a missão do presidente Bolsonaro de disputar o Senado Federal pelo Paraná, porque eu acredito no Paraná. Eu não tentei ser candidato por São Paulo. Não é segredo para ninguém, eu nasci no interior de São Paulo, respeito o estado, tenho amigos e familiares lá, mas quando você nasce, você não escolhe. Eu, quando pude fazer uma escolha, eu vim para o Paraná. Outro, quando pode fazer uma escolha, tentou São Paulo”, afirmou declarou durante o discurso.
A troca de farpas entre Martins e Moro começou desde que o governador Ratinho Junior (PSD) declarou apoio “pessoal” ao candidato do partido de Jair Bolsonaro. Incomodado, Moro chegou a afirmar que não precisa do governador ou de favores para disputar eleição.
Ao ser questionado sobre a fala de Moro, o candidato à reeleição ao governo destacou que os partidos da sua coligação são independentes.
“Ele tem um partido grande, que avalizou a sua candidatura, que deu oportunidade. Como eu falei, como a nossa chapa é uma coligação de muitos partidos, os partidos têm independência. Não partiu em nenhum momento, da minha parte, dessa construção, de querer impor uma candidatura de senador de A ou B. Cada um que tiver esse projeto e o partido que tiver esse entendimento tem a liberdade de trabalhar. Eu tenho, obviamente, uma posição pessoal que tem que ser respeitada”, ressaltou Ratinho.
O PL não oficializou a quantidade de nomes que irão disputar cargos na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. Segundo a sigla, isso será formalizado até essa sexta-feira (5), prazo limite para os partidos indicarem as candidaturas.
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