Dois juízes negros foram alvo de ataques racistas durante uma live do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) sobre igualdade de gênero, na última quarta-feira (18). O campo de comentários da transmissão foi tomado por ofensas como “saiu da churrasqueira”, “produtos da senzala” e “cor do pecado”.

As vítimas foram os juízes Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e Franciele Pereira do Nascimento, que atua como juíza auxiliar da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).
Eles participavam de um evento do Programa Paraná Lilás e da apresentação do Programa Brasil Lilás quando os ataques começaram a ser publicados nos comentários da transmissão ao vivo.
De acordo com as informações, os autores usaram perfis falsos para promover as ofensas. Um deles, inclusive, usava o nome e a imagem de Jeffrey Epstein. Confira os insultos racistas direcionados aos magistrados:
Tribunal de Justiça repudia racismo
Durante o início da sessão plenária desta segunda-feira (23), a presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), desembargadora Lidia Maejima, repudiou os ataques racistas afirmando que foi um ato de ódio.
O TJ-PR publicou uma nota destacando que não deixará margem para ambiguidades na apuração do ocorrido. Confira a nota completa:
Juízes vítimas de racismo
Franciele Pereira do Nascimento é juíza e membra da Comissão de Igualdade e Gênero no Tribunal de Justiça do Paraná. Ela é graduada e mestre em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A Banda B tenta contato com a juíza para obter um posicionamento a respeito do ataque sofrido e aguarda retorno.
Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), mestre em Direito pela Universidade de Brasília (UNB) e doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Fabio Francisco Esteves é juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Nas redes sociais, Fábio Francisco repostou uma nota de repúdio onde afirma que tais condutas são absolutamente incompatíveis com os valores constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito.
O que diz a Polícia Civil
A Banda B procurou a Polícia Civil para saber sobre a investigação a respeito dos ataques racistas e foi informada que o orgão está realizando diligências necessárias para o esclarecimento do ocorrido.
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