Os quatro deputados suplentes convocados após a cassação do deputado estadual Fernando Francischini (PSL) tomaram posse, nesta segunda-feira (8), na Assembleia Legislativa do Paraná. Assumiram as vagas Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV).

Durante a sessão, os novos deputados realizaram o compromisso regimental do juramento em respeito à Constituição e leis do Estado e assinaram o termo de posse para assumir o mandato na 19ª Legislatura. Em seguida, o presidente do Poder Legislativo, deputado Ademar Traiano (PSDB), declarou os novos parlamentares empossados.
Dos quatro parlamentares, apenas Pedro Paulo Bazana nunca havia ocupado uma cadeira no Legislativo. Os outros três deputados não conseguiram a reeleição em 2018. Elio Rusch, estava até então como corregedor da Assembleia Legislativa, e ocupou o cargo de deputado nesta legislatura por duas vezes na suplência da deputada Maria Victória (PP), que tirou licença maternidade.
A chapa de Francischini elegeu oito parlamentares em 2018. Com o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral, metade das vagas do PSL foi extinta, resultando também na perda de mandatos dos deputados Emerson Bacil (PSL), Do Carmo (PSL) e Cassiano Caron (PSL). Isso porque o TSE determinou a anulação dos 427 mil votos recebidos por Francischini, o que provocou uma alteração no quociente eleitoral de 2018, que é o número de votos necessários para que cada coligação ou partido consiga uma vaga no Legislativo.
Deputados terão que escolher novo presidente da CCJ
Francischini também era presidente da principal comissão da Casa de Leis, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ainda durante a sessão plenária desta segunda-feira, o presidente do Legislativo declarou vago o cargo de presidente da CCJ. Traiano convocou os deputados membros remanescentes do grupo de trabalho para realizar a eleição do novo presidente da Comissão até dia 16 de novembro.
Cassação de Francischini
Por seis votos a um, no último dia 28 de outubro, o Plenário do TSE cassou o mandato e tornou inelegível o deputado Delegado Francischini por oito anos. De acordo com órgão, ele divulgou notícias falsas contra o sistema eletrônico de votação nas eleições de 2018.