(Foto: CMC)
A Câmara Municipal de Curitiba aceitou denúncia contra a vereadora Katia Dittrich (SD) e vai abrir uma Comissão Processante para apurar os fatos. Ela é acusada de se apropriar de parte dos salários de servidores, o que, caso comprovado, pode resultar em sanções criminais e perda do mandato.
Na denúncia, os ex-servidores dizem que eram obrigados a devolver parte de seus salários a Kátia, caso contrário seriam demitidos. Em sua defesa, a vereadora acusou o ex-vereador Zé Maria, que agora é suplente, de fazer um ‘complô’ para tirá-la do cargo. Na tribuna, Katia pediu a quebra do sigilo telefônico dos denunciantes e do ex-vereador, para que seja analisado pelo Ministério Público.
Ex-vereador Zé Maria foi atacado por Kátia“Analisar as ligações serviria para esclarecer o caso. Minhas contas estão abertas e tenho plena consciência de que serei absolvida. Nunca tive este problema de pegar dinheiro de volta. Agradeço o apoio que recebi e repudio as denúncias que foram feitas”, disse.
Segundo a vereadora, o complô se dá pelo fato dela ser ‘novata’ na Câmara. “É uma maldade que estão plantando contra mim. Como sou uma pessoa simples, novata, querem fazer isto. As pessoas foram exoneradas por incompetência”, afirmou.
A vereadora disse que dois funcionários de seu gabinete foram indicados por Zé Maria. “Ele me indicou e disse que me ajudariam porque eu tinha inexperiência. Acreditei nas pessoas erradas”, garantiu.
Com relação a comprovante de depósitos anexados à denúncia, a vereadora disse que em um dos casos é fruto de um empréstimo a um comissionado. “Ele alegou problemas de Saúde na família e foi realizado o empréstimo”, contou.
Outro lado
Em entrevista à Banda B, o ex-vereador Zé Maria nega as acusações feitas por Kátia. “Eu acho um absurdo o que ela está falando, até porque eu não conheço os funcionários que ela contratou. Jamais tomaria este tipo de atitude. Não estou desesperado e nem desempregado. Tenho meu trabalho particular”, disse.
Ele negou ainda a recomendação de funcionários para a vereadora. “Ela que foi pedir recomendações e eu dei. Quem denunciou ela não é sequer quem recomendei. Podem quebrar o meu sigilo e fazer o que quiserem, porque não devo nada”, garantiu.
Comissão processante
Farão parte da Comissão Processante: Toninho da Farmácia, Cristiano Santos e Osias Moraes. Após o início dos trabalhos da Comissão Processante, todo o processo de investigação e julgamento não pode ultrapassar 90 dias.
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