A ampla abordagem que a coluna/blog fez na semana passada sobre a luta intestina observada na Prefeitura de Curitiba, provocada pela ascensão do novo preferido auxiliar do prefeito Greca de Macedo, 64, o advogado Lucas Navarro de Souza, 29, acabou abortando a indicação do jovem para a chefia de gabinete da Prefeitura.
E, em seguida, veio a nomeação para o cargo da advogada Cibele Dias, 50, uma discreta e bem equipada assessora, com livre trânsito na corte do prefeito. Pelo menos, por ora, pois a harmonia não prevalece no universo inquieto e temperamental de Greca de Macedo e companhias.
Lá, a instabilidade emocional parece ser norma.
RETOMANDO PODERES
O noticiário, com ampla abordagem dos desagrados criados nos primeiros escalões da Prefeitura com a possível “unção” de Navarro de Souza foi saudado por muitos pajés e senhoras inconformados pela perda de poderes que se avizinhava.
Margarita Sansone e Giovanni Gionédis, dois “alter ego” de Greca de Macedo, estão entre os que mais teriam (teriam…) comemorado a exposição pública da crise e, em consequência, da solução Cibele Dias.
Para um abalizado observador da Câmara Municipal, Giovani “é discreto e cumpre a palavra dada…” Realidade que não seria norma entre outros figurantes da corte Greca de Macedo.
“NAU CAPITÂNIA”
Nos tempos da “nau capitânia” – que Rafael Waldomiro Greca de Macedo criou (réplica que nunca saiu do lugar) para os festejos dos 500 anos do Brasil -, Cibele cuidou dos interesses do agora prefeito, ajudando a aparar o universo de copiosas críticas que sobraram para o então ministro do Turismo e Esporte.
Cibele foi vital em outros momentos da caricata passagem de Rafael Waldomiro Greca de Macedo por Brasília. Foi uma presença equilibrada em meio ao carnaval que o então ministro promoveu, com muito dinheiro público, para “comemorar a descoberta do Brasil”.
‘PAPEL DE ALMIR’
Sábio habitante da Prefeitura, velho funcionário concursado e com muitos anos de cancha, saiu-se assim nesta segunda: “E eu que imaginava já ter visto de tudo…”.
A exclamação veio à propósito de, disse, “estar puxando pela memória”.
Como, por exemplo, quando lembrou o papel que exerceu na primeira administração Greca o motorista Almir, depois guindado a postos relevantes na Prefeitura, e onde “mandava muito, bafejado pelo inexplicável poder que lhe conferia Greca”.
Para o mesmo memorialista da Prefeitura dos tempos Greca de Macedo, “esse rapaz, o Lucas, pelo menos por ora, deixou de ser estigmatizado pelo universo de opositores que granjeou. Mas como Almir, dizem que é igualmente um dedicado carregador de pastas e malas do prefeito… Em Curitiba e viagens”.
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