O padre Binu Joseph Chollackal, ex-pároco da Paróquia Nossa Senhora do Navegantes, na Ilha dos Valadares, foi condenado a dois anos e 11 meses de prisão por crimes sexuais.

O crime ocorreu durante um atendimento espiritual realizado no dia 11 de fevereiro de 2022. Na ocasião, a vítima, então com 20 anos, esteve na igreja acompanhada dos pais em busca de ajuda para tratar um quadro de depressão. As informações são do portal JB Litoral.
Binu cumprirá a pena em regime semiaberto e deve pagar ainda uma indenização de R$ 1.500 pelo abuso sexual cometido contra uma jovem nas dependências da Paróquia. A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal da comarca de Paranaguá, que julgou procedente a ação penal movida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), na tarde desta sexta-feira (27).
Que crimes sexuais o Padre cometeu?
De acordo com a decisão, “o padre se aproveitou da posição de confiança e autoridade religiosa para cometer os abusos”. Durante uma oração, ele pediu que a jovem e a mãe mantivessem os olhos fechados e afastou o pai da vítima, “dificultando a percepção do que ocorria”.
Ainda conforme a sentença:
O religioso praticou atos libidinosos sem consentimento, incluindo toques nos seios da vítima e o contato do órgão genital com o corpo da jovem, utilizando-se de fraude para impedir a livre manifestação de vontade. Após o episódio, o comportamento do padre mudou e o atendimento foi encerrado de forma rápida, enquanto a vítima deixou o local abalada e relatou posteriormente o ocorrido à família.
Durante a instrução, a Justiça considerou que a materialidade e a autoria do crime foram comprovadas por meio de depoimentos, documentos e demais provas juntadas aos autos. A decisão também destacou que:
Em crimes de natureza sexual, a palavra da vítima possui relevância especial, especialmente quando corroborada por outros elementos. O réu foi condenado pelo crime previsto no artigo 215 do Código Penal, que trata de violação sexual mediante fraude.
Mais denúncias registradas
Após a divulgação do caso, o MPPR abriu um canal para que possíveis novas vítimas pudessem se manifestar. Segundo o órgão, ao menos outras três denúncias foram registradas.