O júri popular do homicídio do professor Lindolfo Kosmaski, de 25 anos, em São João do Triunfo, no sudeste do Paraná, há quase dois anos, deverá ser realizado no dia 18 de abril. Ele era morador da localidade de Coxilão Santa Rosa – uma comunidade camponesa de pequenos agricultores e agricultoras -, professor da rede estadual de ensino e militante da causa LGBT.

Lindolfo foi encontrado morto no dia 1º de maio de 2021. O corpo estava carbonizado dentro de um veículo. Há indícios de que ele também tenha sido atingido por disparo de arma de fogo.
Na ocasião, amigos e grupos manifestaram as condolências pelas redes sociais e enfatizaram que o homicídio foi um caso de homofobia.
“Lindolfo era um educador do campo, envolvido com a luta dos pequenos agricultores de onde se originou e carregava esta identidade com muito orgulho, se desafiou a candidatura de vereador na última eleição municipal, a qual não foi eleito, mas compartilhou com muita humildade seus sonhos e convicções de uma sociedade verdadeiramente livre”,
postaram os amigos.
Lindolfo foi candidato a vereador pelo PT em 2020.
Acusação
O acusado está preso desde o início do processo. Segundo a acusação, ele teria mentido por diversas vezes ao longo do processo e escondido um suposto envolvimento amoroso com a vítima. A expectativa é de que o acusado seja condenado por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e recurso, que dificultou a defesa da vítima.