O Laboratório de Microbiologia Molecular do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR) está cadastrando voluntários em Matinhos para uma pesquisa envolvendo a Covid-19. Os testes podem identificar, por exemplo, se a pessoa já foi infectada pelo vírus, além de detectar possíveis respostas imunológicas após a vacinação. Os exames são vinculados à pesquisa “Análise populacional da Covid-19 e resposta vacinal por meio de investigação sorológica”. O teste é gratuito e indicado apenas para quem não tem sintomas.

O coordenador da pesquisa, o professor Luciano Fernandes Huergo, explica que os resultados vão determinar a porcentagem da população que já foi infectada pelo coronavírus e permitem avaliar ainda o percentual de moradores que já desenvolveu anticorpos em resposta à vacina.
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Como participar?
São abertas 120 vagas toda semana e o número pode ser ampliado se houver demanda. A próxima etapa de coleta está marcada para os dias 25, 26 e 27 de janeiro, das 11h às 12h, no Setor Litoral da UFPR, localizado na Rua Jaguariaíva, Tv. Caiobá, 512, Matinhos – PR. Voluntários podem participar da pesquisa fazendo cadastro e agendamento neste link.
O coordenador da pesquisa destaca quem pode participar do teste. A pesquisa não está restrita apenas aos moradores de Matinhos.
“Qualquer pessoa maior de 18 anos que estiver circulando pela cidade pode participar. Faz um cadastro rápido e escolhe o dia e horário para a coleta. É similar a um teste de glicemia”, disse.
Os três resultados ficam prontos no mesmo dia, ainda de acordo com o coordenador.
“O primeiro é a detecção de anticorpos reativos para coronavírus, que dá ideia se a pessoa teve infecção recente. O segundo resultado avalia a presença de anticorpos reativos que dão ideia de anticorpos produzidos depois da vacinação. O terceiro resultado detecta a presença de anticorpos de alta afinidade que avalia o nível alto de anticorpos, que neste caso vai nos mostrar as pessoas que deverão estar protegidas de novas infecções”, elencou.
Se o voluntário tiver interesse, ele pode participar de várias campanhas de coleta. O registro com o histórico ficará nos bancos de dados e as pessoas podem acompanhar, por exemplo, como foi a resposta dos anticorpos depois de primeira, segunda e terceira dose.