Conhecida como a Viúva da Mega-Sena, Adriana Almeida – condenada a 20 anos de prisão pelo assassinato de seu ex-companheiro, Renê Sena – tenta anular na Justiça o reconhecimento de uma filha dele. Ela é classificada como herdeira e pode receber um total de R$ 43 milhões de herança, 14 anos após a morte do pai.

Foto: Severino Silva/Estadão Conteúdo.
Adriana teve um relacionamento amoroso com Renê Sena, ganhador da Mega-Sena (que ela mandou matar em 2007, segundo a Justiça). A vítima deixou fortuna estimada atualmente em R$ 87,2 milhões.
Eles começaram a namorar depois que Renê ganhou R$ 52 milhões na Mega-Sena, em julho de 2005, e passaram a morar juntos no Réveillon daquele ano, mas a Justiça não considerou que viveram uma união estável.
Renata Sena foi reconhecida como filha pelo próprio Renê, antes de ele ser sorteado na Mega-Sena. A defesa da viúva, no entanto, alega que ela não seria uma filha biológica.
Recentemente, Renata obteve na Justiça o direito de movimentar metade da fortuna deixada pelo pai milionário: R$ 43 milhões.
Briga por dinheiro
A disputa pela fortuna começou ainda em 2007, pouco depois do assassinato de René. Condenada na Justiça como mandante do homicídio, a viúva da Mega-Sena já perdeu o direito à herança, segundo decisões judiciais.
Diante da comprovação do crime, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou um testamento deixado pelo milionário que destinava metade de sua herança a Adriana e a outra metade à sua única filha, Renata.
Antes do testamento que favorecia a viúva, existiu um outro documento que dividia o patrimônio do milionário entre a filha, Renata, e os nove irmãos de Renê, que ficariam com o restante.
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