A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do Ministério Público do estado (MPRJ) e mandou para o banco dos réus a pregadora Karla Cordeiro dos Santos Tedim. Ela é acusada de proferir um discurso racista e homofóbico em um culto para jovens na Igreja Sara Nossa Terra de Nova Friburgo, na Região Serrana do RJ. O vídeo da pregação, em 31 de julho, circulou nas redes sociais no início de agosto e chegou à polícia.
“É um absurdo pessoas cristãs levantando bandeiras políticas, bandeiras de pessoas pretas, bandeiras de LGBTQIA+, sei lá quantos símbolos tem isso aí. É uma vergonha, desculpa falar, mas chega de mentiras, eu não vou viver mais de mentiras. É uma vergonha. A nossa bandeira é Jeová em si. É Jesus Cristo. Ele é a nossa bandeira. Para de querer ficar postando coisa de gente preta, de gay, para! Posta palavra de Deus que transforma vidas. Vira crente, se transforma, se converta!”, disse Karla na ocasião.
A decisão foi assinada pelo juiz Marcelo Alberto Chaves Villas, da 2ª Vara Criminal de Nova Friburgo. O magistrado afirma que as palavras foram ditas com intenção de atacar negros e pessoas LGBTQIA+.
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