Uma operação deflagrada na última terça-feira (31) investiga um esquema de fraude milionária envolvendo a herança do empresário João Carlos Di Genio, em São Paulo. O grupo é suspeito de tentar desviar valores do espólio por meio de documentos falsos e processos judiciais fraudulentos. O prejuízo estimado pode chegar a cerca de R$ 900 milhões.

Fachada da Unip, cujo fundador é vítima de fraude milionária em herança deixada.
Suspeitos criavam dívidas que não existiam em nome do empresário, pagas com o recurso da herança. Foto: Divulgação/Unip

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Barueri, Guarulhos e Jandira. A operação foi comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, juntamente com a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) e o Ministério Público (MP-SP).

Como funcionava o esquema de fraude milionária na herança de fundador de educacional

Segundo as investigações, os suspeitos criavam dívidas inexistentes em nome do empresário já falecido, utilizando documentos falsificados para justificar cobranças milionárias no processo de inventário.

Entre as fraudes identificadas, está a simulação de compra de imóveis com contratos falsos, incluindo assinaturas atribuídas ao empresário poucos meses antes da morte.

Esses documentos eram inseridos em ações judiciais com o objetivo de obrigar o pagamento das supostas dívidas com recursos da herança.

De acordo com a apuração, o grupo produzia decisões com assinaturas adulteradas e depoimentos de pessoas inexistentes para dar aparência de legalidade às cobranças. Com isso, tentavam induzir o sistema judiciário ao erro e obter vantagens financeiras indevidas.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, incluindo imóveis e veículos. As autoridades seguem apurando o caso para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance do esquema.

Quem era o bilionário alvo da fraude milionária em herança

João Carlos Di Genio morreu em 2022, aos 82 anos, e deixou uma fortuna estimada em pelo menos R$ 7 bilhões para os três filhos.

Ele foi responsável pela criação do grupo educacional que inclui o curso Objetivo e a Universidade Paulista (Unip), um dos maiores do país.

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