O que é o cronotipo – e por que você precisa saber qual é o seu

Na linguagem científica, o cronotipo é a sincronização dos chamados ritmos circadianos

BBC Brasil

Rapaz com cara de sonoHá pessoas que, independentemente do que façam, não se sentem dispostas ao acordar cedo. GETTY IMAGES

 

“Deus ajuda quem cedo madruga”, diz o ditado. Ou não. O que pode ser bom para alguns, pode ser ruim para outros. Tudo depende do seu cronotipo, dizem alguns pesquisadores.

Mas, afinal, o que é o cronotipo? Segundo o Instituto Internacional de Melatonina (IiMEL), da Universidade de Granada, na Espanha, é a predisposição natural que cada indivíduo tem de sentir picos de energia ou cansaço, de acordo com a hora do dia.

Na linguagem científica, o cronotipo é a sincronização dos chamados ritmos circadianos – ciclo fisiológico de aproximadamente 24 horas que ocorre na maioria dos organismos vivos. É por isso que algumas pessoas são mais ativas durante o dia, e outras, à noite.

A melatonina, hormônio que também induz o sono, é responsável por administrar essa energia. Ela é liberada no escuro e determina em que momento do dia estamos mais despertos e, portanto, somos mais produtivos.

Qual é seu cronotipo?

É em função das fases de produção desse hormônio que as pessoas apresentam diferentes cronotipos.

Cronotipo matutino: o pico de produção de melatonina ocorre antes da meia-noite. São indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem entre as 22h e 6h da manhã. De acordo com o IiMEL, 25% da população é matutina.

Cronotipo vespertino: o pico acontece bem mais tarde, às 6h da manhã. São aquelas pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser entre 3h e 11h. Corresponde a 25% dos indivíduos.

Cronotipo intermediário: a metade restante da população apresenta um cronotipo médio, ou seja, o pico de melatonina ocorre às 3h da manhã. Dormem geralmente entre meia-noite e 8h da manhã.

A glândula pineal é responsável por liberar a melatonina, que alcança o sistema sanguíneo e todas as células do corpo quase simultaneamente. O pico máximo ocorre a cada 24 horas, quando nosso relógio biológico é “zerado”, iniciando um novo ciclo.

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