Um homem de 44 anos foi preso na noite desta segunda-feira (23), suspeito de matar o próprio irmão em Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina. Ele já havia sido condenado anteriormente pela morte da própria filha, uma bebê de 3 meses, em um caso registrado em 2003.

O suspeito foi identificado como Anderson José Correia da Silva. Segundo aponta a investigação mais recente, ele é apontado como responsável por matar o irmão, de 52 anos, durante uma discussão familiar no bairro das Nações.

Colagem de duas fotos mostra homem, de 44 anos, suspeito de matar filha bebê e o próprio irmão, sendo preso por policiais militares
Anderson José Correia da Silva foi condenado pela morte da filha, de 3 meses, registrada em 2003. Foto: Divulgação/PMSC via ND Mais

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência começou dentro de uma casa, na rua Panamá, ainda pela manhã, e evoluiu para agressão. Um adolescente, filho do suspeito, relatou que presenciou a situação.

Durante o confronto, a vítima foi atingida no pescoço com uma faca. Equipes do Samu foram acionadas, mas o homem morreu no local. As informações são do portal ND Mais.

Após o crime, o suspeito deixou o endereço e foi localizado horas depois, ainda no mesmo bairro. Ele foi preso e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Homem foi condenado por matar filha bebê

O homem já havia sido condenado pela morte da filha, uma bebê de 3 meses, em um caso registrado em 2003, no município de Cordilheira Alta, no oeste catarinense.

Segundo a decisão judicial, a criança sofreu várias lesões após episódios de agressão e chegou a ficar internada por cerca de um mês.

O processo aponta que o pai chegou a morder a bebê no rosto e em outras partes do corpo. Ela morreu em decorrência de complicações clínicas relacionadas aos ferimentos.

Na sentença, o caso foi enquadrado como lesão corporal seguida de morte. A pena fixada foi de 6 anos de prisão, em regime inicial fechado.

A mãe da criança também foi condenada, a 4 anos de prisão, por omissão, ao não impedir as agressões nem buscar atendimento imediato.

À época, a defesa do homem sustentou que não houve intenção de causar lesões graves. Ele afirmou que segurava a criança após o choro e que a lesão mais grave teria ocorrido em uma queda, que classificou como acidental. Os argumentos foram rejeitados pela Justiça.

A Banda B tenta localizar a defesa de Anderson José Correia da Silva.

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