Vídeo compartilhado nas redes sociais e aplicativos de mensagem mente ao dizer que há 2.000 corpos de vítimas das chuvas no Sul em contêiner frigorífico em Canoas (RS).

De acordo com a Defesa Civil, até 21 de maio foram confirmadas 161 mortes e 85 pessoas continuam desaparecidas. Na cidade citada, foram 24 mortes confirmadas.

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Dependências do Hospital Pronto-Socorro de Canoas Deputado Nelson Marchezan, que foi destruído pela força das águas, permanece alagado nesta segunda-feira (20). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

Além do número de óbitos incorreto, as imagens mostradas na gravação –de um contêiner instalado próximo a um posto médico legal– são, segundo o governo gaúcho, de Lajeado, e não de Canoas.

“Trata-se de uma medida de prevenção, em razão de ainda termos um elevado número de desaparecidos”, afirmou o governo gaúcho em nota de 17 de maio. Três dias antes, o governo já havia esclarecido ser falso que o posto médico legal de Lajeado estaria superlotado.

A reportagem contatou o Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul, que também negou a veracidade do conteúdo. “As informações não procedem; nenhum posto médico legal do instituto está lotado”, afirmou a assessoria de imprensa do órgão.

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Governo do RS não congelou 2.000 corpos de vítimas das enchentes, diferentemente do que diz vídeo

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