A família de Talita, criança de 7 anos que morreu em setembro de 2025 após uma longa batalha contra um tumor cerebral, se prepara para realizar um novo sepultamento. A medida foi necessária depois que o túmulo foi violado e o crânio da menina furtado cerca de um mês após o enterro. O caso ocorreu no Cemitério São João Batista, no bairro Forquilhas, em São José, em Santa Catarina.

Foto de Talita, criança que morreu em setembro de 2025 após enfrentar uma batalha contra um tumor cerebral. O túmulo dela foi violado e o crânio furtado um mês depois do enterro.
Exames de DNA confirmaram que os restos mortais pertenciam à criança. Foto: Reprodução/ND Mais

De acordo com informações do portal ND Mais, a menina havia sido sepultada em uma gaveta na parte inferior do cemitério. No dia 30 de outubro, a mãe, Tuani Cristina Alves, iniciou uma rifa para arrecadar dinheiro e garantir um túmulo adequado para a filha.

No entanto, no dia seguinte, o túmulo foi violado e o crânio da criança levado. Horas após o crime, um homem, de 29 anos, foi localizado em um bar com os restos mortais e uma imagem de santa dentro de uma mochila. Ele foi preso em flagrante e confessou à polícia que utilizaria os itens em um ritual de magia.

O Ministério Público de Santa Catarina já ofereceu denúncia contra o suspeito por violação de sepultura, conforme o artigo 211 do Código Penal, que trata de vilipêndio, destruição ou subtração de cadáver.

Família realiza novo sepultamento de criança após túmulo violado

Após a recuperação do crânio, exames de DNA confirmaram que os restos mortais pertenciam à criança. O material permanecia sob custódia da Polícia Civil e foi liberado após o delegado Rodolfo Serafim Cabral solicitar agilidade no andamento do caso ao assumir a investigação.

“Ficou um mês e meio aqui, numa sala guardada. Já que era um caso elucidado, que a família sofria muito, foi tomada a iniciativa de encaminhar para a perícia, para que fosse realizada a análise e, depois, o crânio devolvido à família e ao túmulo, de onde nunca deveria ter saído”

explicou o delegado à NDTV RECORD.

Cerca de cinco meses após o túmulo da criança ser violado, a família poderá, enfim, realizar um novo sepultamento.

“A gente perde o filho e acredita que tudo acabou. Mas não acabou, porque 49 dias depois aconteceu o crime. E, quanto mais demora, mais doloroso é, como se eu estivesse perdendo ela pela segunda vez. O corpo está ali, mas é um pedaço da gente”

desabafou Tuani.

A Prefeitura de São José foi questionada sobre a segurança no Cemitério São João Batista e informou, em nota enviada ao portal ND Mais, que mantém ações de manutenção e melhorias no local. Também foi solicitado o reforço nas rondas da Guarda Municipal na região, com o objetivo de ampliar a segurança no espaço.

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