(Foto: Reprodução TV Record)No dia 31 de março de 1964, os militares retiraram o então presidente João Goulart e assumiram agressivamente o poder sem eleição direta. Para Bolsonaro, não houve um golpe de estado e sim um “regime com autoridade”. A comemoração ficaria por conta dos comandantes das tropas e da maneira que acharem melhor.
Três dias após o anúncio polêmico, na última quinta-feira (28), o presidente voltou a se pronunciar sobre o assunto dizendo que sua intenção não era exatamente “comemorar” e sim “rememorar” o acontecimento. Segundo ele, a intenção era identificar os pontos positivos e negativos do marco para o “bem do Brasil no futuro”.
O fato é que o Brasil se livrou, há 34 anos, do regime ditatorial, mas ainda permanecem o luto e as cicatrizes cicatrizes dos milhões de sobreviventes que contam até hoje como era viver naquele pesadelo. Muitas pessoas sofreram abusos, foram torturadas e carregam em suas memórias o fardo do trauma.
Em 2013, a Rede Record transmitiu uma série especial de cinco reportagens chamada “As Crianças e a Tortura“, sobre as memórias desses acontecimentos, focados especificamente nas crianças que enfrentaram o momento turbulento. Um desses personagens é Ernesto Carlos Dias do Nascimento, o “Ernestinho”, que foi o preso político mais jovem do Brasil.
Ernesto tinha apenas 2 anos e 3 meses de idade quando foi mantido preso por 1 mês, sem qualquer direito garantido. Em 1970, ele foi detido com a mãe, Jovelina Tonello, e o pai, Manoel Dias do Nascimento, no auge da ditadura militar no Brasil, e levado ao centro de tortura da época, o DOI-CODI (Destacamento de Operações de informação – Centro de Operações de Defesa Interna).
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