Um levantamento de 2023 das concessionárias Arteris mosta que na Arteris Litoral Sul, entre Curitiba (BR-116 e BR-376) e Palhoça/SC (BR-101), 90% das vítimas de acidentes fatais estavam sem o cinto de segurança. Por conta dos números, em continuidade à campanha do Maio Amarelo, mês de conscientização sobre a segurança no trânsito, a Arteris, especialista em gestão de rodovias, reforçará suas ações de conscientização sobre o uso do cinto de segurança, com a campanha Tô de Cinto, Tô Seguro, nesta quarta-feira (22) das 13 às 16 horas na Rodoferroviária de Curitiba.

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Foto: Freepik

O objetivo é alertar aos passageiros dos ônibus intermunicipais e interestaduais sobre a importância da utilização do cinto de segurança durante a viagem. A ação contará com a distribuição de materiais educativos.

Vítimas fatais sem cinto de segurança

Na Arteris Planalto Sul, que liga Curitiba até a divisa de Santa Catarina e Rio Grande do Sul pela BR-116, o índice de mortos no trânsito que não utilizam o cinto de segurança foi de 75%. A concessionária ressalta que essa porcentagem leva em consideração somente os acidentes com pessoas elegíveis a utilização de cinto, ou seja, condutores e passageiros de automóveis, caminhões e ônibus.

Em relação aos veículos pesados (ônibus, carretas e caminhões), a concessionária identificou uma elevação de 19% no número de vítimas de acidentes que não utilizavam cinto de segurança.

Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) corroboram a necessidade e a importância dessas iniciativas, já que, no mesmo ano, uma média de 275 motoristas foram multados por hora nas rodovias brasileiras pela falta do uso do equipamento. Vale lembrar que a infração por não usar cinto de segurança é considerada grave pelo CTB, com perda de 5 pontos na CNH e multa.

A penalidade, no entanto, não deve preocupar mais do que salvar uma vida no trânsito. De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, o uso do equipamento reduz em até 60% o risco de morte e ferimentos graves para passageiros no banco da frente e em até 44% para os do banco traseiro. O estudo publicado pela entidade ainda comprova que cerca de 50% da eficácia dos cintos de segurança se deve à prevenção da ejeção de ocupantes.

O gerente de Operação da Arteris, José Júnior, destaca que o Maio Amarelo é uma oportunidade para reforçar dicas importantes que ajudam a salvar vidas. “Outra ação que reforçamos é sobre o uso do celular. Conciliar o trânsito com o aparelho nas mãos não é uma prática saudável e vai trazer problemas para o trânsito, a manutenção preventiva dos veículos e respeitar os limites de velocidade. Esses são os principais pontos que a gente chama a atenção, principalmente agora, no mês de maio, que a gente está tendo várias ações diariamente. Que as pessoas coloquem um pouquinho a mão na consciência enquanto estiverem conduzindo seus veículos, que tenham essa preocupação, porque o mais importante é chegar ao seu destino assim como saiu”.

Investimentos, inovação e redução de acidentes

A Arteris foi a empresa privada que mais investiu no Brasil na última década. Entre 2010 e 2023, esse valor já ultrapassou os R$23 bilhões, que, somados às iniciativas de educação no trânsito do Programa Viva, foram essenciais para a redução de acidentes.

Entre 2010 e 2020, a Arteris reduziu em mais de 51% o número de fatalidades em suas estradas após a assinatura do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso que foi renovado de forma voluntária para a próxima década, entre 2020 e 2030.

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9 a cada 10 vítimas que morreram em rodovias que ligam Curitiba a SC não usavam cinto de segurança, aponta levantamento

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