Após seis anos, júri de acusado de matar youtuber Isabelly começa nesta terça-feira, em Pontal do Paraná

A expectativa do julgamento vem desde 2022, quando foi marcada a primeira data, que acabou adiada, e a segunda também

Redação com JB Litoral

A morte da jovem youtuber Isabelly Cristine Santos, de 14 anos, pode, finalmente receber Justiça. Após seis anos do crime que tirou a vida da adolescente, em Pontal do Paraná, no litoral do Paraná, o júri do caso está marcado para esta terça-feira (3). A expectativa do julgamento vem desde 2022, quando foi marcada a primeira data, que acabou adiada.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais.

Ao todo, seis anos e seis meses se passaram desde o dia em que a volta para casa, após um suposto desentendimento no trânsito, na PR-412, em Pontal do Paraná, terminou em tragédia. Era 14 de fevereiro de 2018 quando a youtuber Isabelly foi baleada na cabeça, no banco de trás do carro, onde estava ao lado da mãe, Rosania dos Santos.

O júri do réu pela morte da adolescente acontece nesta terça-feira, com início às 9h, no Fórum de Pontal do Paraná. O julgamento de Everton Vargas, o acusado do crime, era para ter ocorrido em março de 2022, mas não aconteceu, uma vez que materiais produzidos na reconstituição do crime, realizada em 22 de fevereiro de 2018, ainda não tinham sido anexados ao processo. Na ocasião, a prisão domiciliar do acusado também foi revogada.

O júri foi remarcado para outubro do mesmo ano, mas voltou a não acontecer, por problemas com o número de jurados. A defesa do réu chegou a pedir o desaforamento do caso (quando o júri ocorre em cidade diferente de onde o crime aconteceu), mas o pedido foi negado pela Justiça. A nova data, 3 de setembro, está definida desde maio deste ano.

A advogada Thaise Mattar Assad, assistente de acusação, defende que a conduta de Everton é injustificável.

“A conduta que resultou na morte da Isabelly é injustificável, é extremamente grave e a nossa expectativa, enquanto assistência de acusação, é que o julgamento aconteça e que o acusado seja finalmente submetido ao Tribunal do Júri de Pontal do Paraná, que a sociedade de Pontal possa finalmente trazer a justiça para esse caso e que o assassino de Isabelly seja punido”

disse Louise Mattar Assad ao JB Litoral.

Com a proximidade do júri, a mãe da youtuber, Rosania dos Santos, conta que só espera que a justiça seja feita.

“São quase seis anos e sete meses de muita dor, muita saudade, muita lágrima, porque hoje eu posso encontrar minha filha só no cemitério, com o coração ainda cheio de dor em saber que colocaram ela, tão inocente, lá. Então, eu preciso que seja feita a justiça dos homens para mostrar que a gente pode confiar e acreditar”

declarou a mãe de Isabelly.

Já o advogado de defesa de Everton Vargas, Claudio Dalledone Junior, alega que todos esperam que, dessa vez, o julgamento seja realizado.

“A sociedade precisa, efetivamente, que esse caso seja julgado. As famílias precisam de uma resposta, tanto a da Isabelly quanto a do Everton Vargas, e nós torcemos para que nenhuma intercorrência venha a ocorrer. Torcemos também para que o Ministério Público esteja maduro na causa, que a juíza tenha serenidade e que os advogados da assistência de acusação também possam dar o que eles têm de melhor”

afirmou Dalledone.

Relembre o crime

Isabelly voltava para a casa após uma gravação para o canal no YouTube que mantinha. De acordo com a Polícia Civil, a adolescente foi atingida por um tiro acima do olho esquerdo durante o que foi uma briga de trânsito.

Ela estava no banco de trás de um carro, ao lado da mãe. Nos bancos da frente estavam um amigo e o pai do amigo. Segundo o que o motorista disse em depoimento, ele foi fechado por um carro pouco antes do crime e, logo após ser fechado, o carro parou a cerca de 60 metros. Nesse veículo estavam os irmãos Everton e Cleverson Vargas, que dirigia o carro.

Ainda segundo o motorista do automóvel em que estava Isabelly, um dos ocupantes do outro veículo (Everton Vargas) atirou três vezes contra o carro onde estavam Isabelly e a mãe. A youtuber chegou a ser socorrida, mas morreu horas depois. Os irmãos Everton e Cleverson Vargas disseram que foram ameaçados e agiram por “instinto de defesa”.

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