Por Marina Sequinel e Juliano Cunha
A integração operacional do transporte metropolitano será mantida e o valor da tarifa deve ser definida pelo Governo do Paraná, anunciou a Urbanização de Curitiba (Urbs) na tarde desta terça-feira (3). De acordo com o presidente da instituição, Roberto Gregorio, as negociações com a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) continuam para solucionar as pendências do sistema.
A partir deste ano, o pagamento do subsídio das linhas urbanas por parte da Prefeitura será realizado mensalmente, no valor de R$ 2 milhões. Segundo Gregorio, a expectativa é de que o novo valor divulgado pelo Governo, de R$ 7 milhões por mês, seja exclusivo para atender a região metropolitana (RMC).
“A separação agora é financeira. Legalmente, o transporte intermunicipal é de responsabilidade dos estados, daí a necessidade de dialogar com o Governo. O que nos resta, agora, é esperar a formatação da proposta da Comec”, explicou ele em entrevista à Banda B. O aumento da tarifa de R$ 2,85 para R$ 3,15 (pagamento no cartão transporte) e R$ 3,30 (pagamento em dinheiro) anunciado nesta terça considera o aumento de motoristas e cobradores, de acordo com Gregorio.
“Existem muitos recursos, como a manutenção de terminais e estações-tubo, que não fazem parte da tarifa técnica. Nós não temos condições de repassar todo impacto do reajuste dos trabalhadores, dos insumos e da remuneração das empresas para o consumidor. Chegamos a um valor que não recompõe a inflação do tempo em que a tarifa ficou congelada e estamos mantendo o subsídio”, concluiu ele. A tarifa domingueira segue sem alteração e a Linha Turismo tem tarifa de R$ 35.
Importante
A partir de sexta-feira (6), quem embarcar em Curitiba ou qualquer outra cidade da RMC pela rede integrada ainda paga o valor de R$ 3,15 no cartão e R$ 3,30 no dinheiro. Se a Comec definir valores diferentes, quem sair da cidade da RMC pagará outro valor, mas no retorno, desembolsará o definido pela Urbs.
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